EntretenimentoFamososLiteratura

Autor de A Mulher na Janela mentiu sobre ter câncer

Dan Mallory, autor do bestseller A Mulher na Janela, assinado sob o pseudônimo AJ Finn, admitiu ter mentido por anos sobre ter câncer no cérebro. Isso ocorreu após o New Yorker acusá-lo de ter um longo histórico de  mentiras sobre sua saúde e vida profissional.

O artigo assinado por Ian Parker fala sobre Dan ter fabricado histórias de doença e morte, inclusive o diagnóstico de câncer no cérebro. A publicação também alega que ele disse várias vezes que el tinha câncer, inclusive em uma inscrição para a Universidade de Oxford.

Dan Mallory, autor de A Mulher na Janela, explica sua real doença

Um ex-colega de trabalho de Dan confirmou que ele disse no escritório que tinha câncer no cérebro como uma explicação por seus longos períodos fora do escritório. Segundo a fonte, as desconfianças começaram quando eles receberam um e-mail de uma pessoa que alegava ser irmão de Dan explicando a doença.

Não é somente sobre sua saúde que Dan teria mentido. Segundo a publicação, Dan também mentiu sobre suas habilidades profissionais. A Universidade de Oxford desmentiu a informação de que o autor teria um Phd. Ele completou o mestrado, mas nunca apresentou uma tese de doutorado.

Dan também teria dito que sua mãe morrera de câncer e seu irmão havia se suicidado. Em sua inscrição para começar o doutorado na New College, Oxford, Dan escreveu que sua família inteira tinha morrido. Ele usou o fato para explicar suas notas enquanto fazia o mestrado.

O autor divulgou um comunicado respondendo às acusações do New Yorker. Ele confirmou que nunca teve câncer e que usou a doença para disfarçar seus problemas de transtorno bipolar.

“Em inúmeras ocasiões no passado, afirmei, impliquei, ou permiti que outros acreditassem que eu estava afetado por uma doença física em vez de uma psicológica: câncer, especificamente. Minha mãe lutou contra um câncer de mama agressivo, começando quando eu era adolescente; foi a experiência formadura da minha vida adolescente, sinônimo de dor e pânico. Senti-me profundamente envergonhado de minhas dificuldades psicológicas – elas eram meu segredo mais assustador e mais sensível. E durante 15 anos, mesmo enquanto trabalhava com psicoterapeutas, fiquei absolutamente aterrorizado com o que as pessoas pensariam de mim se soubessem – que concluiriam que eu estava defeituoso de uma forma que eu deveria ser capaz de corrigir ou, pior ainda , que eles não acreditariam em mim. A dissimulação parecia o caminho mais fácil”, disse ele.

Etiquetas
Mostrar mais

Flávia

Escrevo sobre quase tudo, principalmente livros, séries, viagens, idiomas, educação, futebol e saúde. Também sou redatora e editora na Contentools e na Blasting News, e redatora na Contteudo e PostSpot.

Artigos relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios