Diego se emociona ao falar sobre um dos feridos no incêndio no CT do Flamengo

Pela primeira vez após tragédia, Flamengo abriu as portas para a imprensa. Diego, capitão do Flamengo, foi o primeiro jogador do clube a conceder entrevista após o incêndio que aconteceu no Ninho do Urubu e deixou 10 meninos e três feridos das categorias de base do clube.

Nesta terça-feira, 12, o jogador atendeu os jornalistas e ficou emocionado ao falar de um dos feridos, Cauan.

Diego concede entrevista no CT do Flamengo

Foto: Alexandre Vidal/Flamengo

Diego se emocionou e interrompeu a coletiva por mais de um minuto. Ele pediu desculpas quando falava sobre o contato com Cauan. Diego e outros jogadores do Flamengo visitaram o menino no hospital nesta segunda-feira, 11.

“O clima ruim temos procurado enfrentar da melhor maneira possível. Temos que seguir da melhor forma possível para honrar e dignificar todos esses garotos. Temos que seguir em frente para manter o sonho deles. Peguei o telefone do Cauan, mandei a nossa foto e ele enviou uma dele comemorando e falou: ‘Conhece essa comemoração? Eu me inspiro em você… [Diego começa a chorar] Então temos que seguir para sermos inspirações”, disse Diego.

O jogador tem um sobrinho na categoria sub-14 do Flamengo, que não estava presente no alojamento no dia do incêndio. “Tenho sobrinho que joga no sub-14 do Flamengo, então tinha amigos no alojamento. Podia estar ali também. Enfim, temos uma ligação e um respeito muito grande”.

O jogador também falou também que o clube tem tentado evoluir diariamente. Contou que em 2016, quando chegou ao clube, a estrutura era toda de contêiner e ele também usou essa estrutura.

“Sobre questão técnica e burocrática, não estou aqui para falar sobre isso. Mas existe a preocupação que acompanhei de evoluir da diretoria passada e atual. Se evoluiu ou não, não cabe a mim dizer. É uma tragédia, a maior do clube, quem está aqui vai levar para sempre, está vivendo intensamente. Momento de muita tristeza e reflexão”, declarou.

O local do incêndio foi fechado, com seguranças nas proximidades para evitar que alguém se aproximasse.

Flávia

Escrevo sobre quase tudo, principalmente livros, séries, viagens, idiomas, educação, futebol e saúde. Também sou redatora e editora na Contentools e na Blasting News, e redatora na Contteudo.

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