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Veja o ranking dos 7 países com trabalhadores mais produtivos

Em muitos países, o fato de trabalhar por mais horas não significa que a produtividade será maior.

Trabalhar por muitas horas não é sinônimo, necessariamente, de uma grande produtividade. Existem outros fatores que interferem na produtividade final do trabalhador, como a infraestrutura dos locais de trabalho, a organização e eficiência das empresas e instituições, assim como o bem-estar do próprio trabalhador.

Em 2017, a Statista fez uma comparação, envolvendo vários países, entre as horas trabalhadas anualmente pelos trabalhadores e os rendimentos médios. Ela levou em conta os dados apurados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). E a análise mostrou que o país que mais trabalha não é o mais produtivo.

O México é a nação que lidera a lista dos que mais trabalham. Por lá, o trabalhador chega a trabalhar 2.257 horas por ano. Atrás dele, outros países que ultrapassaram a marca de 2 mil horas trabalhadas foram a Coreia do Sul e a Grécia, com 2.024 e 2.018 horas, respectivamente.

Porém, esse tempo a mais no ofício não significa uma maior produtividade. O Produto Interno Bruto (PIB) desses três países, por hora trabalhada, conta uma história diferente. No México, há uma média de 18,8 euros rendidos a cada hora, enquanto a Coreia do Sul apresenta uma média de 32,2 euros e a Grécia, 33,8.

Países mais produtivos

Nesse mesmo levantamento, os países do topo da tabela apresentam centenas de horas a menos trabalhadas, com uma produtividade mais do que duas vezes superior. A nação líder da pesquisa é a Irlanda, que tem 1.738 horas de trabalho a cada ano, com um rendimento, por hora, de 86,5 euros.

Em relação à Grécia, o rendimento é 2,55 vezes superior, sendo que os irlandeses trabalham cerca de 15% a menos que os gregos. A diferença é mais escancarada quando se compara a Irlanda ao México: o rendimento é 4,6 vezes maior, com 500 horas — ou 23% — de horas trabalhadas a menos.

A segunda colocada no ranking é a Noruega, que tem uma média de 1.419 horas trabalhadas anualmente, para um rendimento de 72,2 euros. A Alemanha fecha o top 3, com um rendimento de 62,9 euros para 1.356 horas trabalhadas. Ou seja, o alemão trabalha 40% menos que o mexicano, com um rendimento três vezes maior.

Os países seguintes na lista são os EUA, com um rendimento de 62,6 euros para 1.780 horas trabalhadas; a Suíça, com 61,9 euros para 1.570 horas; a França, que trabalha 1.514 horas para ter uma média de 60,5 euros; e o Reino Unido, em que a pessoa trabalha em média 1.681 horas, com o país tendo um PIB médio de 53,1 euros por hora.

E o Brasil?

A situação do Brasil nesse ranking não é das melhores. Em um levantamento feito pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) no início de 2018 mostrou que o empregado brasileiro gera, por hora trabalhada, uma média de US$ 16,80, valor bem abaixo dos demais países citados. O brasileiro trabalha cerca de 1.711 horas por ano.

Esse rendimento faz com que o país fique na 50ª posição em uma lista de 68 países. O trabalhador brasileiro tem um rendimento inferior ao de seus vizinhos sul-americanos, como Venezuela e Argentina, além de países do Leste Europeu, como a Eslováquia.

Alguns fatores ajudam a explicar a baixa produtividade brasileira. Entre os motivos, são citados a falta de investimento em inovação, a baixa qualificação dos profissionais e a concentração da maior parte da mão de obra em trabalhos informais, sobretudo nos setores de comércio e serviços.

Isso, além de fazer com que o trabalhador produza menos, exige que mais horas sejam gastas no trabalho como forma de compensação. Instauração de políticas públicas que estimulam o aumento de produtividade poderia ser um caminho para reverter esse quadro, trazendo benefícios para o país e para a população em geral.

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