‘Antes tarde do que nunca’, afirma Dilma sobre afastamento de Cunha
No início da tarde de quinta-feira (05), a presidente Dilma Rousseff comentou o afastamento de Eduardo Cunha. A decisão ocorreu pelo Supremo Tribunal Federal. Dilma afirmou que isso aconteceu “antes tarde do que nunca”, mas lamentou que Cunha conseguiu presidir “na cara de pau o lamentável processo de impeachment” na Câmara dos Deputados.
De acordo com ela, o início do processo foi “chantagem” de Cunha, que teria pedido ao governo votos para impedir o seu julgamento na Comissão de Ética na Câmara. A presidente disse que o governo negou, por isso ele aceitou o pedido de impeachment. “Esse impeachment é um claro desvio de poder, porque ele usa seu cargo para se vingar de nós”, disse ela.
O discurso de Dilma aconteceu durante a cerimônia de início da operação da polêmica usina de Belo Monte, no Pará. Ela chegou à cidade de Vitória do Xingu por volta das 11h da manhã e seguiu para Santarém, também no Pará, para entregar unidades habitacionais.
Dilma chama impeachment de golpe mais uma vez
Durante o discurso, a presidente chamou o processo do impeachment de “golpe” mais uma vez. Ela se disse orgulhosa de todas as escolhas que fez, incluindo a usina de Belo Monte, que definiu como um “legado para a população brasileira” e para o povo da região.
Dilma ainda pediu que a população repudie qualquer pessoa que chegue à Presidência “sem votos”. “Não haverá perdão da história para os golpistas”, disse ela.
A polêmica usina de Belo Monte
A usina de Belo monte é um dos maiores empreendimentos do PAC. Mas protestos marcaram toda a sua construção. O governo sempre afirmou que ele é importante para fornecer energia ao Brasil, mas ambientalistas sempre alertaram para os grandes impactos socioambientais.
Os principais argumentos contra a usina foram o desmatamento da Amazônia e desalojamento de mais de 20 mil habitantes. Cerca de 13 mil índios de 24 grupos étnicos que moram às margens do rio Xingu terão a navegação e pesca prejudicadas.
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