Com o afastamento da presidente Dilma Rousseff após o processo de impeachment ter sido aprovado pelo Senado, os grupos responsáveis por levar milhões de pessoas anti-PT às ruas do Brasil pretendem continuar ativos.
Esses movimentos foram ouvidos pela Folha de S. Paulo e garantiram que terão atenção à atuação de Temer em relação à Operação Lava Jato. Temer demorou para declarar publicamente seu apoio às investigações e por pouco não nomeou Antonio Claudio Mariz de Oliveira para o Ministério da Justiça. Mariz é crítico sobre delações premiadas.
Kim Kataguiri, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL), que foi um dos principais grupos pró-impeachment, disse que estão alertas, mas, ao mesmo tempo, “Temer parece ter cedido bem à pressão. Primeiro, por ter recuado no Mariz e, segundo, no próprio discurso ele falou de apoio à Lava Jato”.
Kataguiri afirma que o MBL criticou a nomeação de três ministros: Romero Jucá para Planejamento, Geddel Vieira Lima para Secretaria de Governo e Henrique Alves para Turismo. O primeiro responde a inquérito no STF. O segundo é alvo de dois pedidos de inquérito. O terceiro foi citado em investigações.
Rogério Chequer, do Vem Pra Rua, afirma que os pontos de combate a corrupção são “inegociáveis”.
Grupos em eleições
O MBL deseja abrigar seus membros em partidos para lançar candidatos ainda esse ano. Eles querem se direcionar para pautas municipais que consideram importantes, como a regulamentação do Uber.
O Vem Pra Rua, por sua vez, garante que ativistas terão que se afastar do movimento caso desejem disputar eleições. Chequer afirma que não tem interesse algum em se tornar candidato.
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