João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, foi condenado a 24 anos de prisão. De acordo com a revista Veja, em sua edição de sábado (11), ele fará delação premiada. Ele está preso há um ano e dois meses na região metropolitana de Curitiba, no Completo-Médico Penal. Em março, ele teria dito a outros detentos da Lava Jato que não faria acordo de delação.
“Não posso delatar porque sou um fundador do partido. Se eu falar, entrego a alma do PT. E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua”, disse ele, de acordo com a revista.
Segundo a revista, emissários de sua família estão sondando advogados especializados no assunto. Estaria sendo abordado até o teor de uma eventual delação e um dos tópicos oferecidos é a campanha eleitoral de 2014 de Dilma Rousseff, com provas documentais.
Afonso Clorence, líder do PT na Câmara, e o ex-deputado Ângelo Vanhoni já foram ao presídio falar com Vaccari. Eles voltaram afirmando que será uma “explosão controlada”, pois os depoimentos também tentarão provar a “ilegitimidade do governo Temer”.
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