Governo Dilma ofereceu Conselho de Ética para barrar impeachment, diz Cunha




Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara, fez sua primeira aparição pública após o Conselho de Ética aprovar o parecer por sua cassação. Ele negou novamente que mentiu à CPI da Petrobras e afirmou que o governo de Dilma Rousseff, presidente afastada, ofereceu a ele o controle do Conselho de Ética da Câmara que ele barrasse o processo de impeachment em troca.

Ele também fez acusações a adversários políticos, principalmente ao ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner (PT) e José Carlos Araújo (PR-BA), presidente do Conselho de Ética da Câmara. Ele diz que se encontrou três vezes com Wagner e ele lhe ofereceu votos do PT para arquivar a representação contra o peemedebista no Conselho.

Wagner teria afirmado que possui controle político sobre o presidente do Conselho, por causa de suas relações com Araújo, os dois com base eleitoral no mesmo Estado. Com o apoio no processo contra Cunha, ele teria que arquivar o pedido de impeachment contra Dilma.

De acordo com Cunha, na época a sua decisão sobre o impeachment já havia sido tomada e o documento que instaurou o processo já estava assinado e trancado em cofre na Câmara. Ele disse que a versão de que ele chantageou o PT com a promessa do arquivamento é “fantasiosa”. “Até porque a decisão já estava assinada e trancada no cofre. Nos três encontros, Wagner ofereceu os votos do PT no Conselho de Ética”, falou.

Cunha disse ainda que Wagner sugeriu possuir influência sobre o STF para não desmembrar o processo contra o deputado para o juiz Sérgio Moro.

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