Júlio Camargo, delator da Operação Lava Jato, disse em depoimento que Cunha coagiu, extorquiu e chantageou “de maneira muito elegante”. O depoimento foi dado dentro de ação penal contra o deputado federal, que atualmente está afastado do mandato.
Ele também foi perguntado sobre o motivo de ter falado que tinha “medo” em seu primeiro depoimento na delação premiada. Na época, ele afirmou que não citava o envolvimento de Cunha com irregularidades por “medo”.
“Simplesmente um fator: medo, receio. Toda pessoa que é razoavelmente inteligente ou não é demente tem que ter [medo]. E o meu medo, o meu receio, não era físico, o meu receio era de uma pessoa poderosa, agressiva, impetuante (sic) na sua cobrança, contra minha família e meus negócios e das minhas representadas. A pessoa que se apresenta dessa maneira, que me coage, me extorque, me chantageia de maneira muito elegante. Porém, foi exatamente isso que aconteceu, nesses termos que estou usando: ou você paga ou vou te buscar. De novo, não é ameaça física”, explicou.
O depoimentofoi dado em uma das duas ações penais nas quais Cunha é réu. Ele é acusado de receber pelo menos US$ 5 milhões em dinheiro desviado da Petrobras. Alberto Youssef, também colaborador da Lava Jato, confirmou que ouviu que Cunha era destinatário de propina.
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