A possibilidade de Michel Temer renunciar não foi confirmada, na tarde desta quinta-feira (18). Em coletiva de imprensa, o atual Presidente da República disse: “No Supremo, mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com esses fatos. Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade e de dúvida não pode persistir por muito tempo”.
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Caso Michel Temer venha a renunciar posteriormente ou sofra impeachment, de acordo com a Constituição, como ele já está nos dois últimos anos de mandato, uma eleição seria feita e contaria apenas com os votos dos deputados e senadores. Isso deve acontecer 30 dias depois da vacância no cargo e são eleitos novo presidente e o novo vice-presidente da República.
Quem convoca a nova eleição é o presidente do Congresso Nacional e do Senado, posto atualmente ocupado por Eunício Oliveira (PMDB-CE). Podem se candidatar a esta nova eleição todos os brasileiros, que seja filiados a um partido político, que tenham mais de 35 anos e que não se enquadrem em qualquer das restrições da Lei da Ficha Limpa
Neste meio tempo, entre o dia da renúncia e a eleição, em caso de Michel Temer renunciar, quem assume interinamente é o presidente da Câmara, que atualmente é Rodrigo Maia (DEM-RJ). A votação, para eleição do Presidente e Vice Presidente é secreta e feita de forma separada, ou seja, primeiro os congressistas votam para eleger presidente e na sequência para eleger o vice. É eleito quem tiver a maioria absoluta dos votos dos congressistas, ou seja, 298 parlamentares, entre deputados e senadores.
De acordo com o colunista do jornal “O Globo” Lauro Jardim, os donos do frigorífico JBS disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR), que têm gravação do presidente Michel Temer dando aval para pagar, para que o deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), “ficasse quieto”, depois que ele foi preso na operação Lava Jato.
Na delação de Joesley, o senador Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, teria sido gravado pedindo ao empresário R$ 2 milhões.
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