Aparecida é o destino de 10 milhões de pessoas todos os anos; conheça mais sobre a cidade

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Outubro é marcado pelo feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, considerada padroeira do Brasil desde 1930. Milhares de fiéis lotam ônibus e caravanas e rumam a cidade de Aparecida, interior do estado de São Paulo.

Inclusive, companhias rodoviárias tradicionais, como a Pássaro Marron, disponibilizam aos clientes pacotes promocionais durante a data, concretizando o período como a alta temporada da região.

A devoção é, assim, marca registrada da cidade. A grandiosa Basílica Nova de Aparecida atrai cerca de 10 milhões de turistas por ano, o qual muitos vão para apreciar a aclamada imagem original, encontrada por pescadores em 1717.

Se você deseja conhecer a cidade, é melhor planejar a viagem com antecedência, escolhendo a melhor época – durante o mês da padroeira, por exemplo, as vagas nos hotéis tendem a se esgotar um ano antes.

Conhecendo a cidade

Um final de semana é o suficiente para conhecer todos os atrativos da pequena cidade. Como mencionado, os principais aspectos da região possuem ligações estreitas com a esfera religiosa, e os pontos turísticos concentram-se na imponente basílica.

O município é cercado por uma atmosfera mística, recheada de história. A Basílica Velha, patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do estado de São Paulo, remonta o passado colonial brasileiro, expondo mazelas e costumes sociais do período.

Algumas empresas, além do serviço próprio da Catedral, oferecem roteiros guiados por um profissional. Dessa maneira, os visitantes que optarem pelo tour terão a oportunidade de explorar todos os cantos de interesse, além de compreender fatos e curiosidades locais.

A Basílica Nova disponibiliza um enorme estacionamento, privilegiando aqueles que vão de carro para a cidade – é fundamental deixar o veículo lá e sair a pé pela região que, além de pequena, é repleta de pedestres nas ruas.

Para conseguir um quarto de hotel é preciso reservar com antecedência, devido a alta demanda (sobretudo no mês de outubro). Grande parte das redes de hotelaria estão localizadas na grande e movimentada avenida que circunda a igreja, marcada pela alta transição de turistas e grupos em romarias.

História, religião e turismo

Para começar o abençoado passeio, a primeira etapa é participar, logo cedo, da celebração solene da missa. Após o ato litúrgico, ocorre a benção de objetos, dispersão de água benta e momento para confissões.

Após as práticas, forma-se uma fila para visitar a santa imagem (mais abaixo contaremos a história), o ápice turístico de Aparecida do Norte.

Ainda dentro da igreja, é possível conhecer a Torre da Basílica, de 110 metros. Do mirante (último andar), pode-se contemplar uma vista de 360 graus da região – o destaque do cenário é o rio Paraíba do Sul, local em que o ícone foi encontrado.

Seguindo o roteiro, a próxima parada é o museu, localizado no mesmo prédio da Torre. O ambiente guarda utensílios históricos, como correntes de escravos, libertos após rogarem pela Santa, e itens utilizados por diversos papas. Relíquias religiosas e doações (um capacete de Ayrton Senna, por exemplo) também estão expostas para o público.

Interligando a Basílica Velha ao Santuário Nacional está a passarela da fé. Com 392 metros de extensão, a construção é perfeita para um momento de oração e demonstração de fé – diversos fiéis cruzam a passarela de joelhos.

Já do lado de fora, a grande movimentação é garantida pelo shopping dos Romeiros, que conta com a presença de mais de 300 lojas – artigos religiosos e souvenirs são o grande forte. Há ainda diversas lojas de eletrônicos e uma ampla praça de alimentação.

Dando a volta, ao fundo do Santuário, está o Morro do Presépio, onde imagens de gesso em tamanho real remontam o nascimento do menino Jesus (há um bondinho que também realiza a subida).

Do fundo de um rio, a padroeira nacional

Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso, simples pescadores da região, encontraram no fundo do rio Paraíba do Sul, em 1717, o corpo da imagem. Em uma segunda pescaria, acharam a cabeça. Rodeada de místicas e atribuída a diversos milagres, o ícone foi condecorado, das mãos da princesa Isabel, o tradicional manto azul e a coroa de ouro.

No século 20, a devoção à Santa já havia transpassado a região do Vale do Paraíba e, anos depois, ela viria a ser a grande padroeira do Brasil.

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