A história da cama box: da Antiguidade até os dias de hoje

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A cama é um item tão corriqueiro que sequer imaginamos a sua longa história, inclusive, ela já era encontrada em meio à civilização entre 2.000 e 3.000 anos a.C. Hoje, esse móvel é visto nos mais diferentes tipos, tamanhos e estilos.

Antiguidade

A nobreza do Egito desenvolveu algo parecido ao que hoje conhecemos como cama. Os faraós dormiam sobre cobertas e almofadas dispostas sobre uma superfície alta e redonda feita por pedra ou metal. Além desses acessórios, essas “camas” eram cobertas por uma espécie de cortina, que protegia a pessoa de insetos.

Na Antiguidade Clássica Romana, desenvolveu-se uma espécie de cama a partir do uso de lã, feno e penas. Uma inovação que marcou essa época foi a criação de colchões e de camas para serem usadas por duas pessoas. Além de dormir, era sobre esses colchões que os romanos realizavam refeições e festas. Na sociedade romana, assim como no Egito, as camas eram restritas às pessoas do círculo social dos reis.

Idade Média

Foi na Idade Média que as camas começaram a fazer parte de ambientes privativos, abandonando algumas funções que tinham anteriormente. Nesse período, as camas se popularizaram e passaram a ser usadas pela maioria das pessoas. A partir de então, começaram a apresentar tapeçarias e painéis, constituindo um item importante para a decoração do espaço e sendo exibida com orgulho por seus proprietários.

Uma das crenças populares sobre a cama dizia que dormir totalmente deitado dava azar, já que essa era a posição dos mortos. Assim, era comum que as pessoas nessa época dormissem apoiadas em até quatro travesseiros, quase sentadas.

Durante a Idade Média, as camas foram ganhando altura, já que também eram usadas como proteção contra animais selvagens ou que viviam na casa. Conhecido como “armário-cama”, esse item oferecia a vantagem de poder ser fechado durante o dia, tornando desnecessária a construção de um novo quarto na casa. Outro ponto importante era a proteção contra o frio europeu, o que dispensava a manutenção de lareiras e fornos durante as noites de inverno.

Tempos modernos

No entanto, no começo do século 19, esse formato começou a ser criticado devido às preocupações com higiene e a dificuldade para limpar o seu interior, o que propiciava o aparecimento de germes e sujeira. Essa mudança de mentalidade se explica pelas descobertas da ciência na época, feitas a fim de prolongar a expectativa de vida e reduzir a mortalidade recorrente nos grandes centros urbanos, marcados pela sujeira, falta de saneamento e alta densidade populacional.

A partir da Revolução Industrial, as camas monumentais até então comuns perderam espaço, e o novo estilo de vida urbano passou a oferecer camas feitas de materiais mais simples, o que permitia a sua produção em larga escala. O ritmo mais acelerado da sociedade industrial exigia mais rapidez e praticidade, o que se refletiu no mobiliário das casas.

Contemporaneidade

Desde então, o objetivo é ter o maior conforto no menor espaço possível, o que originou as famosas camas box. Se antes as camas eram pesadas, sofisticadas, gigantes e símbolo de poder, hoje, é impensável imaginar uma cama-armário, fechada com portas e cortinas. Atualmente, essas camas podem ser encontradas apenas em museus, como ocorre no Oeste da China.

As bases baú das camas box atuais podem trazer a ideia de armário vista no passado, mas em um design completamente diferente, inovador e prático. Colchões de pluma, estruturas reclináveis e bicamas são algumas das vantagens que podem acompanhar uma cama box hoje.

Antes de comprar a sua, é importante analisar o tipo da mola, o que pode dar mais conforto e sustentação ao usuário. Se o orçamento não permitir uma cama de molas, é fundamental pensar em qual colchão colocar, já que a sua densidade ideal depende do peso das pessoas que vão usá-lo.

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