Roberto Justus minimiza coronavírus em áudio para Marcos Mion: ‘Gripezinha leve’

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Na noite deste domingo (22), vazou um áudio de Roberto Justus respondendo a uma mensagem de Marcos Mion.




No áudio, Justus questiona o colega sobre dado compartilhado sobre a possibilidade de um milhão de pessoas morrerem no Brasil por causa do coronavírus. O apresentador de O Aprendiz afirma que o vírus não é muito grave, que a recessão econômica será pior e chama a pandemia de “gripezinha leve”.

“Mion, estamos em total desacordo e vou te passar uma matéria de um cara genial dos Estados Unidos, falando sobre essa histeria. Um milhão de mortos, quando alguém faz um argumento desses, com todo o respeito também que te acho um cara muito inteligente, quando alguém solta um argumento desses acabou, né?”, diz Justus no áudio.

“Um milhão de mortos no Brasil? Em lugar nenhum no mundo teve o total de mortos. No mundo até agora foram de 12 mil. 12 mil pessoas morreram no mundo do coronavírus até agora. Isso é absolutamente nada, 220 mil infectados. E o Brasil é tão abençoado por Deus que aqui ele vai matar um milhão. Em lugar nenhum no mundo, nem na China onde tudo começou, nem lugar nenhum. Mas aqui ele vai matar um milhão. Então, quando você faz um argumento desses, então Mion, não dá nem pra discutir, entendeu? Aí é uma desinformação de um nível tão grande que não dá nem pra discutir. Sem querer te ofender, pelo amor de Deus, respeito seus pensamentos, mas você está totalmente errado”, continuou.




“Então, quem entende um pouco de estatística, que parece que não é teu caso, vai perceber que é irrisório e dos que morrem, mesmo dos velhinhos é só de 10 a 15% deles morrem. Pra maioria da população mundial, se pegarmos o vírus, que seria bom porque pegaríamos o anticorpos e ele acabaria de uma vez”, afirmou. “Agora, claro que esse exagero foi feito, tem vários argumentos, vários pensamentos atrás dele, mas eu não to dizendo. A gente devia isolar os velhinhos, devia cuidar deles. É o que eu falo, não ter aglomerações humanos, tipo grandes eventos, festas, etc. Isso sim. Mas esse isolamento vai custar muito mais caro. Você está preocupado com os pobres? Você vai ver a vida devastada da humanidade na hora do colapso econômico, da recessão mundial, dos pobres não terem o que comer, das empresas fecharem, do desemprego em massa. Não dá pra comparar com um ‘viruzinho’, que é uma ‘gripezinha’ leve para 90% das pessoas. Não dá pra comparar o desastre que vai ser a vida”.

Roberto Justus também afirmou para Marcos Mion que o coronavírus não será grave nas favelas. “Está preocupado com a vida das pessoas? Fique preocupado, não com o vírus entrar na favela porque não vai matar ninguém na favela. Vai matar só velhinho e gente já doente. Não tem nenhuma morte no mundo até hoje, das doze mil, que a pessoa não teria algum problema recorrente de saúde do passado, nenhuma. Como você me explica isso? Todos foram velhinhos, todos foram, se mais jovens é porque tinham problemas pulmonar, ou são diabéticos ou tem outras doenças que fizeram com que eles fossem um pouco mais grave, mas pessoa saudável? Zero. E os pobres não são todos doentes, não”, disse ele. “Então, na favela não vai acontecer porra nenhuma se entrar o vírus, muito pelo contrário. Essa molecada que está na favela. Criança então, de zero a dez anos nenhum caso. E as crianças nem pegam a doença. Então assim, isso não é grave. Grave é o que vai acontecer no mundo agora com uma recessão global como nunca vista na história, nem no crash de 29 [quebra da Bolsa de Nova Iorque em 1929], nem em nada”.




“Bom, eu não vou alongar porque vocês detestam gravações longas, mas não dava pra ficar absolutamente contra sua opinião. Um milhão de mortes no Brasil é uma das piadas de mais mau gostos que eu já vi na minha vida. E vou te passar e se você tiver paciência e um bom inglês, por favor leia essa matéria. Tem várias, mas eu vou te passar só a melhor falando dessa histeria totalmente desproporcional”, finalizou.

O áudio de Justus para Mion foi amplamente compartilhado nas redes sociais durante a noite de domingo (22).




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