Coronavírus: ‘Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína’, ironiza Bolsonaro

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Nesta terça-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou em live que o general Eduardo Pazuello, ministro interino da Saúde, irá assinar protocolo permitindo o uso de cloroquina em pacientes em estágio inicial de infecção pelo novo coronavírus.




Na live, feita com o jornalista Magno Martins, o presidente afirmou que o documento não obriga o paciente a ser medicado com cloroquina. O documento deixará o paciente usar o medicamento, caso julgue necessário. “O que é a democracia? Você não quer? Você não faz. Você não é obrigado a tomar cloroquina. Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma Tubaína”, ironizou.

Bolsonaro disse ainda que se ele fosse Paulo Câmara, governador de Pernambuco, teria tomado a substância. Paulo Câmara (PSB) tem criticado a postura do presidente diante da pandemia do novo coronavírus. Nesta segunda-feira (18), o governador de PE foi diagnosticado com coronavírus. “Eu acho que quem falou que era veneno, não pode tomar [cloroquina]. Eu sou cristão. O governador pode tomar a cloroquina. Pode ser que não precise. Mas, no seu lugar, eu tomaria”, disse o presidente.

Ainda não há evidências científicas que a utilização da cloroquina tenha eficiência no tratamento contra o novo coronavírus. Os estudos mais recentes alertam que a substância não demonstrou resultado e que pode ter efeitos colaterais, principalmente cardiológicos.

O protocolo atual do Ministério da Saúde prevê o uso da cloroquina por pacientes críticos e graves. A divergência de Bolsonaro e Nelson Teich sobre o uso da substância é apontada como o principal saída do oncologista do Ministério da Saúde.




Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 1.179 mortes pelo novo coronavírus. Também foram registradas 750 mortes por insuficiência respiratória e 803 por pneumonia nas últimas 24h.

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