Bolsonaro tentou sabotar combate à Covid, diz relatório da Human Rights Watch

0

Nesta quarta-feira (13), foi divulgado o Relatório Mundial 2021 da ONG internacional Human Rights Watch. Nele, foi destacada a atuação negativa do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia do novo coronavírus e no desmatamento na Amazônia, que bateu recorde. O documento está em sua 31ª edição e mostra a situação dos direitos humanos em 100 países em 776 páginas.




O relatório também citou políticas que vão contra os direitos das mulheres e pessoas com deficiência, ataques a mídia independente e organizações da sociedade civil. “Nosso relatório mostra que a resposta do governo do presidente Bolsonaro à pandemia tem sido desastrosa, o presidente Bolsonaro, desde o começo, minimizou a gravidade da doença, publicou informação equivocada, tentou sabotar os esforços dos estados para tomar medidas contra a Covid-19 e, nesse momento, parece estar fazendo campanha contra a vacina”, explicou Cesar Muñoz, um dos pesquisadores da ONG.

A ONG ressaltou os esforços de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça para diminuir os danos causados por decisões de Bolsonaro. Foi citada, por exemplo, a decisão do STF para barrar tentativas de retirar dos estados o poder de restringir circulação de pessoas para diminuir a propagação do vírus e tentativa de não publicar dados completos sobre a covid-19.

O CNJ foi citado por ter recomendado que juízes reduzissem prisões provisórias durante a pandemia. O Congresso também foi citado por adotar ações na pandemia dando espaço ao grupo mais vulnerável nas políticas do governo federal, a população indígena. Foi citado no documento o projeto de lei que obriga o governo federal a proporcionar cuidados de saúde emergenciais para esse povo.

O documento alega que tudo isso aconteceu enquanto Bolsonaro “tentou sabotar medidas de saúde pública destinadas a conter a propagação da pandemia de Covid-19”. “O presidente Bolsonaro minimizou a Covid-19, a qual chamou de ‘gripezinha’; recusou-se a adotar medidas para proteger a si mesmo e as pessoas ao seu redor; disseminou informações equivocadas; e tentou impedir os governos estaduais de imporem medidas de distanciamento social”, diz o texto.




Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.