CPI da Covid: Omar Aziz dá voz de prisão para Roberto Dias

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Nesta quarta-feira (07), Roberto Ferreira Dias, ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde, afirmou que a “militarização da pasta” não trouxe benefícios para o combate à pandemia de Covid-19 e serviço público. Ele foi acusado pelo policial militar Luiz Paulo Dominghetti, que se anuncia como representante da Davati Medical Supply, de ter pedido propina de 1 dólar por cada dose da vacina em negociação por 400 milhões de doses do imunizante. A empresa tentou vender vacinas Oxford/Astrazeneca ao governo de Bolsonaro.




Às 17h25 desta quarta-feira (07), o presidente da CPI da Covid Omar Aziz (PSD-AM) anunciou a prisão de Roberto Ferreira Dias. Aziz acusou Dias de mentir e omitir informações da comissão. “O senhor fez um juramento. Chame a polícia do Senado, o senhor está detido pela presidência da CPI. “É pelo BRasil. Ele está preso e a sessão está encerrada. Pode levar”, disse Aziz.

A advogada de Dias alegou que o pedido é um “absurdo” e que seu cliente deu “contribuições valiosíssimas” à CPI. Semana passada, Roberto Ferreira Dias foi exonerado do cargo, após denúncia de ter pedido propina para autorizar a compra da vacina Astrazeneca. Ele nega a acusação.

Durante sua oitiva na CPI da Covid, o ex-diretor de Logística negou que pediu propina e afirmou não ter negociado qualquer compra de vacina. Entretanto, ele confirmou encontro com Dominghetti em restaurante de Brasília no dia 25 de fevereiro. Marcelo Blanco da Costa, coronel da reserva e ex-assessor do Ministério da Saúde, também estava no local e teria sido responsável por seu contato com o suposto vendedor de imunizantes.

Por causa da presença do coronel no encontro, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) questionou a Dias se a “intervenção militar” feita no ministério após a chegada do ex-ministro Eduardo Pazuello trouxe algum benefício. Mais de 20 militares foram nomeados para cargos na pasta. “No meu setor, em particular, não”, respondeu Roberto Ferreira Dias.

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