O vôlei de quadra pode voltar a ser dominante em Paris?

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Os campeões olímpicos de 2016 não repetiram o desempenho em Tóquio
By Fernando Frazão/Agência Brasil – http://agenciabrasil.ebc.com.br/rio-2016/foto/2016-08/brasil-e-ouro-no-volei-masculino, CC BY 3.0 br, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=50806491

O desempenho nas Olimpíadas foi satisfatório em diversos esportes, com momentos marcantes e novos ídolos surgindo. No entanto, o nosso vôlei de quadra, sempre uma força para garantir nossa ascensão no quadro de medalhas, não conseguiu repetir atuações passadas.

Ficar abaixo de Olimpíadas passadas era até esperado. Os apostadores que estavam de olho nas odds do Brasil podiam notar que outras seleções chegavam mais fortes que a nossa. Mas nosso vôlei não deixa de gerar expectativas pelo talento e nossa história dourada. Então a pergunta que fica é se teremos capacidade de voltar a ser dominantes em Paris, daqui a três anos. Para acompanhar os próximos capítulos dessa história, faça, seu cadastro, receba seu código promocional betfair e confira os times e seleções favoritos nas próximas competições ao redor do mundo.

Vôlei feminino ficou acima do esperado

A derrota para os Estados Unidos doeu, afinal o time brasileiro nunca conseguiu ficar confortável em quadra. Mas as americanas eram as grandes favoritas, enquanto o Brasil chegava a ser visto até como quarta força. Portanto a medalha de prata está longe de ser uma decepção.

A confiança em José Roberto Guimarães continua plena e ele será o comandante de uma renovação que já começou. Jogadoras como Sheilla e Dani Lins ficaram fora dando lugar para novatas como Rosamaria e Ana Cristina (de apenas 17 anos) e para jogadoras com experiência, mas que não tiveram tantas oportunidades (como Roberta) antes.

A renovação irá continuar, já que a craque Fernanda Garay já afirmou que também encerra seu ciclo na seleção. Carol Gattaz e Camila Brait também não devem continuar. Por isso Rosamaria e Gabi, ambas com 27, terão que assumir o protagonismo.

Com uma renovação interessante e o competente técnico José Roberto Guimarães no comando, não há por que não ter otimismo. Veremos se neste ciclo olímpico mais curto, os resultados nas competições importantes de vôlei indicam a volta do Brasil como principal potência.

Masculino precisa de mais trabalho

Desde a incrível conquista na olimpíada do Rio, o ciclo do vôlei masculino foi complicado, inclusive com Renan Dal Zotto sofrendo com a COVID-19 e sendo entubado.

O time teve bons momentos na Olimpíada, mas a derrota para a Rússia depois de vencer o primeiro set e depois a perda do bronze para a Argentina, depois de estar 2 a 1 à frente, foi doída.

Depois de vencer na Olimpíada de 92, não ter chegado à final em 96 e 2000 foi considerado uma entressafra, já que a era Bernardinho com ouro em 2004, prata em 2008 e 2012 e ouro em 2016 foi um período iluminado.

A inconstância ficou clara e foi apontada por jogadores como Bruninho, que já com 35 anos são uma incógnita para Paris. Marcelo Negrão em opinião dada no Bandsports, disse que confia no levantador porque a maturidade conta bastante para jogadores da posição. Wallace já disse que não continuará e Lucão, apesar de ser um dos mais veteranos, deixou em aberto a continuidade.

Jogadores como Lucarelli, Douglas Souza e Leal podem ser a ponte para os próximos Jogos Olimpicos, com Dal Zotto confirmado para ser o treinador nestes primeiros momentos pós-Olimpíadas.

Há que ter confiança

O desempenho do vôlei de quadra brasileiro é espetacular há três décadas, não só nas Olimpíadas como nos outros torneios. Apesar da bagunça que é a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), a revelação de talentos e a atenção dada ao esporte é de boa qualidade.

Ao mesmo tempo, assim como aconteceu com o futebol, não é boa ideia ficar acomodado e achar que com a força da camisa dá para se manter no topo para sempre. A seleção americana feminina é um exemplo: sempre batendo na trave na Olimpíada, trouxe a lenda Karch Kiraly – ouro olímpico em 1984 e 1988 na quadra, 1996 na areia – para ser o treinador e hoje é a força dominante nas quadras.

A expertise dos últimos anos não pode ser deixada de lado e o trabalho na revelação de jogadores e jogadoras precisa continuar no mais alto nível. Assim, os ouros voltarão a entrar na conta do Brasil.

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