Além do juros: outras taxas de um empréstimo

A taxa de juros é uma, mas o valor do empréstimo deu outra coisa? Calma, A CashMe explica. Confira:

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Quando dizem que a propaganda é a alma do negócio, não é um exagero. Muitos produtos fisgam seus clientes exatamente pela forma que se apresentam ao invés do que realmente podem oferecer. Contudo, é aí que mora o perigo. Algumas propagandas podem seduzir o consumidor de tal modo que o mesmo sente-se enganado e tem seu dinheiro jogado fora. Na área das finanças não poderia deixar de ser diferente.

Fazer um empréstimo para empresa exige cuidado, planejamento. Não é para qualquer pessoa, para qualquer dívida. É preciso pesquisa e necessidade. Descobrir qual a melhor instituição financeira e qual o melhor empréstimo de acordo com o perfil do cliente. Porém, isso não é tudo. Aqui entram as temidas taxas de juros.

Algumas modalidades de empréstimo para empresas bancárias oferecem taxas de juros mais baixas do que outras, basta fazer a comparação entre elas. Entretanto, a publicidade pode passar a ilusão de que essas taxas são tudo o que o beneficiário terá que pagar na hora de fazer o empréstimo. E não é bem assim que funciona.

Pensando nisso, a CashMe fez um compilado a respeito de outras taxas que podem entrar nas parcelas de pagamento para serem somadas ao valor total, além das taxas de juros. Pode parecer complicado, mas não é.  Não se esqueça de prestar atenção e procurar qualquer letra miúda que tente se esconder no contrato.

Taxa de juros nominal

A mais comum e conhecida de todas as taxas, é a famosa taxa de juros comum, e está sempre presente nos sites e propagandas das instituições financeiras. Possui uma constante flutuação e pode variar de tanto empréstimo para empréstimo, quanto de instituição para instituição, de modo que compará-las e pesquisar a seu respeito é essencial.

Pode ser um excelente ponto de partida para quem pretende obter uma linha de crédito. Atenção: essa tarifa ainda está livre de impostos e outros custos que serão adicionados durante o empréstimo. Em geral, somente quando a oferta for fechada e o contrato assinado é que os outros valores serão incorporados.

Tarifa de cadastro

Antes de escolher uma instituição financeira para fazer seu empréstimo, pesquise sobre ela. Pode ocorrer da empresa escolhida cobrar uma tarifa só pelo cadastro e pelo acesso ao empréstimo. Costuma ser uma taxa baixa, mas no final de tudo, somando com todas as outras, fará diferença.

Imposto IOF

O IOF ou Imposto sobre Operações Financeiras é um tributo federal cobrado em todo país e incide sobre todas as operações financeiras de crédito, quando existe a troca de um valor ativo. Funciona como uma espécie de regulador da economia, onde uma pequena porcentagem é recolhida em cada operação como se fosse um pagamento para as transações. Isso mostra à Receita a demanda e a oferta de crédito que circula pelo país.

A tarifa cobrada como pagamento no caso dos empréstimos é equivalente a 0,38% do valor solicitado mais a taxa do dia em que a oferta foi contratada. Vale lembrar que o IOF é obrigatório em qualquer transação de crédito e é descontado automaticamente.

TAC

Conhecida como TAC, a Taxa de Abertura de Crédito é uma tarifa aplicada pelas empresas bancárias na concessão de linha de crédito. Ou seja, quando o banco vai financiar algo comprado pelo cliente, o valor da TAC é aplicado nas parcelas pagas pelo mesmo. Tem a finalidade de ressarcir a instituição financeira pelo empréstimo, pagando-o pelo serviço de conceder o empréstimo.

Costuma vir dentro dos contratos de financiamento e é cobrada junto com as parcelas mensais. O valor varia de acordo com a instituição e o do valor do empréstimo. Contudo, como a taxa é dividida entre as parcelas mensalmente, o valor da tarifa acaba ficando pequeno e passa despercebido. Em média, seu valor é de R$500,00 ou R$600,00 e deve estar obrigatoriamente escrito no contrato. Caso a linha de crédito seja um empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS, sua cobrança é vedada.

Seguro

Algumas modalidades de empréstimos incluem seguros – o chamado seguro prestamista – para proteger o cliente em caso de desemprego ou óbito, por exemplo. A garantia tem lado positivo e negativo, como tudo na vida. O positivo é que caso um dos dois imprevistos aconteça, é possível evitar que o nome seja negativado e o quitamento da dívida com a apólice do seguro; o negativo é que acaba ficando mais caro para contratar o seguro.

Vale a pena contratá-lo quando o valor do empréstimo for muito alto, estiver com a saúde debilitada ou não ter certeza de que terá retorno em seu investimento. Lembre-se que o valor final ficará mais caro com o seguro.

Outras despesas

Algumas empresas bancárias podem cobrar ainda outras taxas, tarifas ou despesas. Independente disso, todos os valores a serem cobrados devem ser obrigatoriamente detalhados no contrato. Se cobrarem por algo que não está citado, não pague. Caso tenha dúvidas de lê-lo, chame um profissional.

É importante ressaltar que nenhuma das taxas ou despesas administrativas cobradas deverão ser pagas antecipadas ou a parte do contratado. Se ocorrer alguma situação em que peçam um pagamento adiantado, fuja: pode ser um golpe.

CET simplifica

Para simplificar e juntar todas essas taxas citadas anteriormente, o Banco Central fez o chamado CET, ou Custo Total Efetivo. O CET reúne os juros nominais a todos os custos de uma operação de crédito com o IOF, a tarifa de cadastro, o seguro e o custo administrativo da instituição financeira – se houver.

É determinado que o custo total do CET sempre deve ser informado ao consumidor. Porém, isso só costuma acontecer no momento da assinatura do contrato, o que dificulta a comparação das ofertas das taxas no empréstimo de uma instituição com a outra. A pesquisa terá que ser feita pelo próprio beneficiário, por meio de sites e idas até as empresas se o credor não informar o Custo Efetivo Total logo na simulação do empréstimo.

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