Ciência e Saúde

USP comprova que vírus zika causa má formação em fetos

De forma experimental, um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo, a USP, comprovou que o vírus zika consegue atravessar a placenta e infectar o útero da mãe. O trabalho dos pesquisadores foi divulgado quarta-feira (11) na revista Nature.

A pesquisa ainda mostrou como a infecção pelo vírus zika consegue afetar a formação do sistema nervoso central dos embriões. Esse foi o primeiro modelo experimental que conseguiu comprovar que o zika é capaz de passar a placenta, atingir o feto e ser levado até o sistema nervosa.

A pesquisa foi feita com camundongos e minicérebros, modelo do órgão humano feito com culturas de células-tronco. Dessa forma, foi possível verificar o comportamento do vírus em relação ao filho e gestante. A conclusão da pesquisa foi que o zika prefere atacar células que formam o sistema nervoso e o cérebro. Isso acaba matando as células antes que os tecidos se desenvolvam, e por isso há má formação de órgãos, como a microcefalia.

O vírus que circula em território brasileiro é bem mais agressivo do que o de 1947 da África. A microcefalia é o efeito mais conhecido, mas a zika ainda ataca outros órgãos, como sobreposição de dedos nas mãos e no pé, má formação de membros etc.




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Natalia Marinho

Formou-se em Jornalismo em 2010. Já escreveu para sites como Yahoo Brasil (em editorias como Yahoo Mulher e Yahoo Finanças), Compara Seguros, Beleza na Web, Pet Love, Viva Real, Americanas Viagens e Submarino Viagens. Contato: natalia@horabrasil.com.br

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