Doug Elmets, empresário republicano, fará em novembro algo que nunca tinha imaginado: votar no Partido Democrata nas eleições presidenciais dos Estados Unidos. Ele está inconformado que Donald Trump é quase com certeza o candidato do Partido Republicano. Por isso, resolveu criar um movimento de republicanos que apoiam Hillary Clinton, que deve ser a candidata democrata.
O empresário é membro do Partido Republicano há 42 anos e fez parte da equipe de imprensa do presidente Ronald Reagan no fim dos anos 80. Ele classificou a decisão como amarga, mas que “é uma alternativa muito melhor que apoiar um xenófobo como Donald Trump”. Ele disse ainda que “qualquer um com o mínimo de respeito por mulheres e minorias” não pode apoiar o magnata.
Essa pressão faz parte da ideia de líderes republicanos de que o partido deve lançar um terceiro candidato, uma alternativa para os que não gostam nem de Trump e nem de Hillary. Os dois candidatos, de acordo com pesquisa, enfrentam recorde de rejeição.
William Kristol, editor-fundador da revista The Weekly Standard, se reuniu com Mitt Romney, candidato republicano de 2012 e crítico ferrenho de Trump, para convencê-lo a aderir à campanha. O ex-candidato afirma que não pretende se candidatar, mas fontes acham que a possibilidade não foi descartada após o encontro.
“Não precisamos ter uma escolha binária. O sistema permite candidatos independentes e muita gente qualificada já disse que não podem apoiar nem Trump nem Hillary Clinton”, afirmou o colunista.
Para ele, o fato de nomes como os dos dois ex-presidentes Bush e Paul Ryan, atual presidente da Câmara, não apoiarem Trump, deveria fazer os eleitores republicanos refletirem.
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