Pedro Corrêa, ex-deputado do PP, foi preso na 11ª fase da Operação Lava Jato no último dia 10 de abril. O seu advogado e primo Clóvis Corrêa Filho diz que orientou seu cliente a fazer delação premiada. Na delação, o ex-deputado do PP citou o ex-presidente Lula e confessou que indicou pessoas a cargos no governo federal durante seus sete mandatos para negociar interesses de empresários em troca de propinas. Para isso, usou a “regra geral” da política brasileira de transformar órgãos públicos em balcões de negócios.
Ele também entregou o envolvimento do ex-presidente Lula e outros grandes nomes da política no esquema de corrupção sistêmica da Petrobras. No caso do ex-presidente, o citou como mandante do esquema, e ainda disse que a arrecadação beneficiava também prefeitos, deputados estaduais e vereadores.
“Durante todos os seus mandatos de deputado federal, atuou através de expedientes ilícitos, para indicar pessoas a cargos no governo federal de forma a atender aos interesses de empresários e setores relacionados aos cargos, a fim de ser recompensado por propinas pagas pelos empresários beneficiados”, conta o Anexo 1 de seu termo de colaboração.
Corrêa aparece constantemente no noticiário de escândalos políticos. Em 2005, por exemplo, seu nome apareceu como um dos recebedores de propina do mensalão, primeiro escândalo de corrupção do governo Lula. Ele foi cassado na Câmara dos Deputados em 2006, condenado em 2012 pelo STF e preso em 2013, em regime semi-aberto, em Pernambuco, quando foi preso novamente pela Operação Lava Jato.
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