De acordo com Merval Pereira, colunista do O Globo, já há documentos em posse da Procuradoria-Geral da República que revelam que Dilma Rousseff sabia das negociações com interesses políticos para compra da refinaria de Pasadena antes da reunião que aprovou o negócio.
Todos os envolvidos na venda da refinaria trocavam mensagens em conta do Gmail que não era rastreável; as mensagens nunca eram enviadas e ficavam numa nuvem de dados. Numa das mensagens, na véspera da reunião que aprovou o negócio, há mensagem de que “a ministra” já estava ciente dos “arranjos” dos advogados.
Há também mensagens que falam sobre pagamentos de despesas pessoais de Dilma pelo esquema de corrupção da Petrobras, como o cabeleireiro Celso Kamura, queridinho entre as celebridades, que viajava para Brasília às custas do grupo. Cada ida do cabeleireiro custava R$ 5 mil. Nas mensagens ainda há a indicação de compra de teleprompter especial para Dilma, fora dos meios oficiais para escapar da burocracia.
Na análise do colunista do O Globo, a tentativa da defesa de Dilma de incluir as gravações de Sério Machado no processo de impeachment é um “tiro no pé”, pois abriria o escopo para outras acusações da Lava Jato.
A comissão do impeachment recusou ontem (02) o pedido de José Eduardo Cardozo de incluir as gravações de Sérgio Machado. Caso isso acontecesse, poderiam entrar também em discussão as contas de 2014 de Dilma e as denúncias de Delcídio do Amaral, ex-líder do governo no Senado, sobre tentativas da presidente afastada de libertar empreiteiros presos.
A nomeação do ministro Marcelo Navarro para o STJ foi confirmada pelo próprio Marcelo Odebrecht em delação premiada como uma manobra para libertá-lo, comprovando o relatado anteriormente por Delcídio.
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