PT evita ataques a Jucá e Calheiros e aposta em plebiscito sobre novas eleições




O PT tem evitado acusar Renan Calheiros, presidente do Senado, e o senador Romero Jucá, ambos do PMDB. O partido acredita que nem uma prisão de líderes do PMDB seriam suficientes para conseguir os votos necessários para Dilma Rousseff não sofrer o impeachment. Por isso, o partido tem defendido a realização de plebiscito para que a população opine sobre novas eleições.

Dessa forma, o PT acredita que irá convencer os indecisos a apoiar Dilma, pois um “terceiro” partido ganharia. Para que isso não aconteça, ela consegue os votos dos indecisos, volta ao poder e ainda reconquistará legitimidade na Casa.

Para que isso possa ser feito, o PT deve convencer movimentos sociais sobre a ideia. O partido acredita que a Proposta de Emenda à Constituição (PC) sobre novas eleições não deve surgir deles, e sim “das ruas”. A CUT atualmente é quem mais resiste, mas começa a mostrar que pode mudar de ideia.

Mesmo considerando o governo Temer enfraquecido, o PT também tem evitado ataque a aliados do presidente interino. Isso está sendo feito por medo de que o caso de Delcídio do Amaral, ex-líder do PT no Senado e preso ano passado, possa ter aberto precedentes para outros casos.

Há também o temor de celebração de vitória antes da hora, pois petistas estão receosos com a delação premiada da Odebrecht, que pode envolver membros da sigla.

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