Após repórter, editora do caso Biel também é demitida do iG

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Após aproximadamente uma semana da demissão da repórter que denunciou o assédio que sofreu por Biel, o iG demitiu editora que apoiou a jornalista demitida e escreveu sobre a denúncia. Após a sua saída, o portal não tem mais nenhuma mulher em cargos executivos, de acordo com o HuffPost Brasil.

A editora Patrícia Moraes também foi demitida com a justificativa de “corte de gastos”. Na demissão da jornalista que denunciou o caso, também foi citada a necessidade de “seniorização da equipe”. Apesar do suposto corte de gastos, apenas as duas foram afastadas da redação, de acordo com o HuffPost Brasil.

Ana Paula Cortez, advogada da repórter demitida do iG após denunciar assédio do MC Biel, afirmou que sua cliente foi vítima duas vezes: no dia da entrevista com o cantor e sexta-feira (17), quando foi demitida da empresa. A advogada contou ao Buzzfeed que a demissão a “desestruturou”.

A página “Jornalistas contra o assédio” se pronunciou sobre o caso e demonstrou o seu repúdio, além de pedir uma posição do Sindicato de Jornalistas de São Paulo.

Paulo Zocchi, do sindicato, falou por meio do portal Imprensa: “O sindicato já se posicionou claramente condenando o assédio sexual da estagiária e se solidariza com ela e agora com a editora. Condenamos do princípio ao fim a atuação da empresa nesse caso. A empresa expôs a estagiária, não a defendeu quando ela sofreu a agressão, puniu a vítima ao demiti-la e agora pune a outra jornalista que estava fazendo o trabalho de divulgar uma informação. (…)”

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