Planalto aposta em até 60 votos nesta terça para tornar Dilma ré




A equipe de Michel Temer, presidente interino, está trabalhando para conseguir até 60 votos a favor da continuidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Nesta terça-feira (09), começa a votação prévia do julgamento, conhecida como pronúncia do réu.

Os aliados do presidente interino querem uma grande margem de segurança para ele nesta votação. É necessário ter apoio de mais de metade dos presentes, o que significa que pelo menos 41 senadores devem comparecer à reunião. Os parlamentares vão decidir se Dilma se torna ré.

O julgamento final deve começar mais ou menos em 25 de agosto. Serão necessário no mínimo 54 votos para que Rousseff seja afastada de forma definitiva. Quando a admissibilidade do processo foi aceita, o impeachment teve 55 votos a favor e 22 votos contra.

De acordo com a Folha de S. Paulo, o Planalto espera que João Alberto (PMDB-MA) vote a favor do impeachment, por exemplo; ele foi contra a abertura do processo em maio. O governo interino também espera votos de Jader Barbalho (PMDB-PA) e Eduardo Braga (PMDB-AM), que não votaram em maio, e do suplente do ex-senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS), Pedro Chaves (PSC-MS).

Acredita-se ainda que Renan Calheiros pode votar a favor do processo; ele sinalizou que pode votar nessa fase. Antigamente ele afirmou mais de uma vez que não votaria em nenhuma fase para preservar seu cargo de presidente do Congresso, mas ultimamente tem se aproximado de Temer.

Além disso, a expectativa é que a oposição não tenha mais que 18 votos. Os defensores de Dilma estimam que podem ter 22 votos, número ainda insuficiente para acabar com o processo de impeachment.

A sessão está prevista para começar às 9h e deve durar mais de 20 horas.

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