‘Golpe é uma palavra um pouco dura’, diz Haddad sobre impeachment

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Na última quarta-feira (10), o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição Fernando Haddad deu entrevista à Rádio e à TV Estadão. Haddad afirmou que acha que o termo “golpe” é muito forte para definir o impeachment de Dilma Rousseff.

A sua posição destoa com o discurso comum do PT, que sempre se refere a Michel Temer, vice-presidente e atual presidente em exercício, como “golpista” e ao impeachment como “golpe”. “Golpe é uma palavra um pouco dura, que lembra a ditadura militar. O uso da palavra golpe lembra armas e tanques na rua”, afirmou Haddad.

Entretanto, o prefeito de São Paulo definiu o processo de impeachment como “casuísmo” e que não acha que é “de bom tom” o vice “se insurgir contra a cabeça de chapa”.

Dilma em sua campanha eleitoral

Na entrevista, o petista também foi perguntado sobre sua intenção de ter Dilma em seu palanque e horário eleitoral gratuito na TV para ajudá-lo em sua reeleição, mas desconversou. Ele afirmou que Dilma está “vivendo um momento difícil” e disse que se solidariza com ela. “Sobrecarregá-la mais com esse tipo de abordagem não seria justo. Seria desrespeitoso tratar um drama desse pensando se dá voto ou não”, explicou.

Haddad disse ainda que quando tentou se eleger em 2012 fazia sentido usar imagens de figuras conhecidas, como Dilma, pois ele não era conhecido. De acordo com ele, na época fazia sentido “terceiros apresentarem o candidato”, mas agora a situação é diferente.

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