Benefício dado a Dilma pode ajudar Cunha em votação




A habilitação de Dilma Rousseff para funções públicas pode refletir na votação da cassação de Cunha. O ex-presidente da Câmara deu uma carta a seus aliados reivindicando o protagonismo no impeachment. Ele pede que o absolvam na votação que está marcada para 12 de setembro.

“Não é justo que eu pague com o mandato e perca os direitos políticos por ter tido a coragem de conduzir o processo de impeachment do governo e do partido que estavam destruindo o país”, escreveu ele. Cunha autorizou a tramitação do pedido de impeachment em dezembro de 2015. Isso foi feito após suas negociações com o governo Dilma para enterrar seu processo de cassação fracassarem. Ele é acusado de ser um dos principais integrantes do Petrolão.

Para Rodrigo Maia, atual presidente da Câmara, o fato de terem votado separadamente sobre a perda de mandato pode gerar precedente. E isso poderia beneficiar Cunha. “Se formos usar a mesma decisão (…), muda-se o processo de cassação de qualquer um”, falou. Ele disse que os aliados do presidente afastado tendem a reivindicar o mesmo tratamento no dia 12.

Aliados do presidente afastado da Câmara pediam por um projeto que aceitasse emendas. Até agora Rodrigo Maia descarta a possibilidade.

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