Obama faz último discurso na ONU e critica Trump




Nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez seu último discurso no plenário das Nações Unidas. Obama criticou fortemente o clima de populismo que tem ganhado força e adeptos no mundo. O tom de sua fala foi uma referência clara ao candidato à presidência pelo partido republicano, Donald Trump.

“Não podemos estas visões”, declarou Obama, referindo-se às inclinações mais populistas e conservadoras. “Elas refletem o descontentamento de muitos dos nossos cidadãos.” No entanto, ele afirmou que é preciso corrigir os rumos que se tem tomado em nome das democracias liberais. Rejeitou o que chamou de “populismo grosseiro”.

O presidente também comentou a complicada relação com a Síria. Disse que o trabalho difícil de diplomacia deve ser continuado. “Em um lugar como a Síria não se pode alcançar uma vitória militar, e temos de continuar com a difícil tarefa da diplomacia que se propõe a interromper a violência e fazer chegar ajuda àqueles que necessitam.”

Outro tema abordado foi a crise dos migrantes. Obama afirmou que os países não estão fazendo tudo que podem para atenuar a situação. Tocou ainda em dois assuntos delicados, o imperialismo russo e timidez para se combater de frente o aquecimento global.

“Em um mundo que deixou para trás a era dos impérios, vemos como a Rússia tenta recuperar sua glória passada pela força”, disse Obama. E sobre a urgência de que países assinem o acordo de Paris: “Se não agirmos com audácia, teremos migrações em massa, cidades submersas e reservas de alimentos dizimados”.

Comentários estão fechados.