A Advocacia do Senado Federal encaminhou manifestação ao Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira (27). Foi pedido que as provas obtidas na Operação Métis fossem anuladas. A operação teve como resultado a prisão de quatro policiais legislativos acusados de tentar obstruir a Lava Jato. Também foi solicitado ao STF que os policiais retornem ao trabalho e que os documentos e equipamentos apreendidos sejam devolvidos para a Casa.
A manifestação foi feita no âmbito da reclamação de Antônio Tavares dos Santos Neto, policial legislativo preso na operação, mas que já foi solto. O Senado pede para atuar como assistente no processo. Para minimizar o desgaste das declarações de Renan Calheiros contra a operação, a Advocacia disse que o presidente da Casa “se valeu de expressões enfáticas como mero recurso estilístico para chamar a atenção para o histórico crescente de reiteradas violações à esfera do Poder Legislativo”.
Segunda-feira (24), Calheiros acusou a Polícia Federal de usar “métodos fascistas” nunca adotados nem na ditadura. Ele chamou Alexandre Moraes, ministro da Justiça, de “chefete de polícia” e o juiz Vallisney de Souza Oliveira, responsável pela operação, de “juizeco”.
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