O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil se reuniu e decidiu, por 25 votos a 1 (cada voto representa um estado ou distrito), aprovar um documento, que sugere que um pedido de impeachment de Temer seja protocolado pela Ordem dos Advogados do Brasil. O relatório foi elaborado por uma comissão formada por seis conselheiros federais: Ary Raghiant Neto (MS), Delosmar Domingos de Mendonça Júnior (PB), Flávio Pansieri (PR), Márcia Melaré (SP) e Daniel Jacob (AM).
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Quem assume se Michel Temer renunciar ou em caso de impeachment?
O único estado que votou contra foi o Amapá. O Acre não votou por ausência. Os demais votaram a favor do pedido de impeachment.
De acordo com o relatório, “as condutas do presidente da República, constantes de inquérito do STF, atentam contra o artigo 85 da Constituição e podem dar ensejo para pedido de abertura de processo de impeachment”.
A abertura de inquérito para investigar o presidente Michel Temer foi autorizada por Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de abertura de inquérito foi feito após Michel Temer ser citado em delação, por um dos donos do grupo JBS, Joesley Batista.
Para a Procuradoria-Geral da República (PGR) ele contou que havia gravado Temer dando aval para pagar o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que ele ficasse em silêncio.
Temer descarta a renúncia. Em coletiva de imprensa, o atual Presidente da República disse: “No Supremo, mostrarei que não tenho nenhum envolvimento com esses fatos. Não renunciarei. Repito: não renunciarei. Sei o que fiz e sei a correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos ao povo brasileiro. Essa situação de dubiedade e de dúvida não pode persistir por muito tempo”.
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