PMDB, PSDB e PT articulam para substituir Michel Temer. A articulação agora envolve diretamente José Sarney, Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, todos ex-presidentes do Brasil.
Quinta-feira passada (18) os detalhes da delação da JBS que envolve Temer foram divulgados. Desde então, os três lideram conversas suprapartidárias para entrar em consenso sobre a formação do novo governo, caso Temer tenha o mandato cassado pelo TSE. Os três tomam cuidado para que os debates não ganhem caráter partidário. Os diálogos acontecem em São Paulo e Brasília.
De acordo com a Folha de S. Paulo, FHC, que é do PSDB, aliado do governo, já abriu contato com parlamentar do PT. O ex-presidente FHC também é o interlocutor mais importante de Gilmar Mendes, presidente do TSE. Mendes é considerado “peça-chave” para a cassação do mandato de Temer.
As conversas entre os três ex-presidentes da República estão pulverizadas. Cada um dos três partidos traça caminhos diferentes para o desfecho da crise, por ora.
Jorge Viana, do PT-AC, é um dos emissários do partido nas conversas com integrantes do PSDB e PMDB. Ele jantou esta semana com a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para discutir soluções com aliados de Renan Calheiros (PMDB-AL). O senador também se encontrou com Lula, que defende que o PT deve insistir defendendo as eleições diretas. Lula também se mantém disposto a conversar com lideranças políticas que aceitam apenas as eleições indiretas.
Sarney se encontrou com Temer na última segunda (22) e terça (23) recebeu parlamentares do PMDB e dirigentes do PSDB. Lula tem sido estimulado a procurar FHC. Aliados do presidente concluem que a conversa é fundamental. Enquanto Lula tem contato com os movimentos sociais e sindicais à frente dos protestos contra o governo, FHC é o mais importante conselheiro do pilar de sustentação do atual presidente.
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