Evo Morales, presidente da Bolívia, declarou na televisão no fim da tarde deste domingo (10) que renunciaria ao cargo. O anúncio aconteceu horas depois das Forças Armadas e polícia boliviana pedirem que ele abandonasse o cargo.
“Renuncio a meu cargo de presidente para que (Carlos) Mesa e (Luis Fernando) Camacho não continuem perseguindo dirigentes sociais”, afirmou Morales na TV. Mesa e Camacho são líderes da oposição que convocaram protesto desde 20 de outubro, um dia após as eleições. Desde o resultado das eleições, que levariam Evo Morales ao seu quarto mandato, o país foi tomado por protestos.
Williams Kaliman, comandante das Forças Armadas, falou anteriormente na televisão para “sugerir que ele renuncie a seu mandato para pacificar as ruas”. Também no início deste domingo, o presidente havia convocado novas eleições. Relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) apontou fraude no pleito anterior.
Morales anunciou novas eleições após Luis Almagro, secretário-geral da OEA, pedisse que as eleições fossem anuladas, após auditoria na apuração de votos. Morales não mencionou a OEA ao convocar novas eleições e afirmou ter tomado a decisão após consultar a Central Trabalhista da Bolívia (COB) e “setores do campo e da cidade”.
On live TV, President Evo Morales announced his resignation. #Bolivia https://t.co/Zg61lOuX0A pic.twitter.com/yvW15rqnMa
— Luis Velarde (@luivelarde) November 10, 2019
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