Nesta segunda-feira (17), a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares (FENTECT) decidiu entrar em greve, com prazo para o fim indeterminado. A greve começou às 22h de segunda-feira.
A federação afirma que os grevistas são contra a privatização dos Correios e alegam negligência com suas saúdes durante a pandemia. Os grevistas também exigem que os direitos trabalhistas sejam mantidos.
Segundo a FENTECT, desde julho os sindicatos tentam conversar com a direção dos Correios sobre essas solicitações. Em agosto, eles foram pegos de surpresa com a revogação do atual Acordo Coletivo, que entraria em vigência ano que vem.
“Foram retiradas 70 cláusulas com direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras”, diz o texto publicado no site da federação.
De acordo com a federação, outra razão para a greve é a possível privatização dos Correios. O texto cita também o “aumento da participação dos trabalhadores no Plano de Saúde, gerando grande evasão, e o descaso e negligência com a saúde e vida dos ecetistas na pandemia da Covid-19”.
Também de acordo com José Rivaldo da Silva, secretário geral da federação, “o governo Bolsonaro busca a qualquer custo vender um dos grandes patrimônios dos brasileiros, os Correios. Somos responsáveis por um dos serviços essenciais do país, que conta com lucro comprovado, e com áreas como atendimento ao e-commerce que cresce vertiginosamente e funciona como importante meio para alavancar a economia. Privatizar é impedir que milhares de pessoas possam ter acesso a esse serviço nos rincões desse país, de norte a sul, com custo muito inferior aos aplicados por outras empresas”.
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