Nike quebra contrato com Neymar após denúncia de abuso sexual, diz jornal
De acordo com o jornal norte-americano Wall Street Journal, Neymar, 29 anos, teve o contrato rompido com a Nike por causa de suposto assédio sexual contra uma funcionária da empresa.
Segundo a reportagem, o contrato multimilionário foi rompido ano passado, após a empresa começar investigação sobre acusação feita pela funcionária, que teve seu nome mantido sob sigilo. A Nike não havia explicado, na época, o motivo do fim do contrato. Neymar era contratado da marca há oito anos.
A funcionária relatou a amigos da empresa, em 2016, que o jogador tentou força-la a fazer sexo oral em seu quarto de hotel em Nova York, onde ela auxiliava na coordenação de eventos e logística para Neymar e sua comitiva. Os documentos foram obtidos pelo Wall Street Journal.
O jogador brasileiro negou a acusação. “Neymar Jr. se defenderá contra esses ataques infundados caso alguma denúncia seja apresentada, o que não aconteceu até agora”, disse sua assessoria em nova. De acordo com a assessoria de Neymar, ele e a Nike se separaram por “motivos comerciais”.
A reclamação foi apresentada pela funcionária em 2018. Ela descreveu o episódio de abuso sexual para o chefe de recursos humanos e conselho geral da empresa. O caso supostamente aconteceu no fim de maio e início de junho 2016. Na época, o jogador viajou a Nova York para campanha publicitária da empresa, visitou o Citi Field e se encontrou com Michael Jordan, jogador de basquete.
A vítima, funcionária de longa data da Nike, ainda faz parte da empresa. Ela contou que o grupo foi à boate Up & Down naquela noite e, após a meia-noite, na madrugada de 2 de junho, funcionários do hotel pediram para que ela e outro funcionário da empresa ajudassem Neymar, que parecia bêbado, a entrar em seu quarto.
De acordo com a vítima, quando ela foi deixada por um curto espaço de tempo sozinha no quarto com Neymar, ele teria tirado a cueca e tentado forçá-la a fazer sexo oral. Ela também relatou que o jogador tentou impedi-la de sair do quarto e teria a perseguido pelo corretor de hotel, nu.
A funcionária falou sobre o incidente com amigos, parentes e funcionários da Nike naquela noite e dias seguintes. A reclamação formal aconteceu em 2018, quando funcionárias da empresa se apresentaram para compartilhar experiências de discriminação e assédio para pesquisa sobre o tratamento dado às mulheres que trabalham na Nike.
Em junho de 2019, outra mulher acusou Neymar de estupro, em hotel em Paris, na França. Na época, o jogador afirmou que o encontro com a modelo brasileira Najila Trindade foi consensual e alegou que ela estava tentando extorqui-lo. A investigação foi deixada de lado, após autoridades brasileiras alegarem falta de provas. Depois, as autoridades acusaram Najila de calúnia, fraude processual e extorsão. As acusações de calúnia e extorsão foram rejeitadas em 2019 e a modelo foi absolvida da acusação de fraude processual em 2020. Porta-voz da modelo afirma que ela mantém seu relato sobre a denúncia.
A assessoria do jogador lembrou que “semelhante às alegações de agressão sexual feitas contra ele em 2019 – alegações que as autoridades brasileiras consideraram Neymar Jr. inocente – essas alegações são falsas”.
A funcionária da Nike que acusou Neymar, em reuniões com executivos da empresa, solicitou que a empresa falasse publicamente que o comportamento de Neymar não se alinha com seus valores e criasse cláusulas morais nos contratos de atletas, além de adotar código de conduta para acordos de endosso, de acordo com testemunhas.
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