19 times da série A são patrocinados por casas de apostas esportivas

Os amantes de futebol viram as tradicionais marcas sumirem dos uniformes dos atletas, dando lugar às casas de apostas.

Atualmente, esses sites de apostas patrocinam 69% dos times das quatro divisões do futebol brasileiro. Na Série A, apenas o Cuiabá começou o campeonato sem um patrocinador deste setor, enquanto os outros 19 times têm contratos do tipo, sendo que, desses, 11 são patrocinadores máster, ocupando o espaço mais nobre da camisa dos clubes.

Só em 2023, as empresas de apostas esportivas investem R$ 327 nestes 19 times da Série A. O valor parece alto, mas quando dividido entre as 19 agremiações, resulta em uma média mensal de R$ 1,43 milhão. Por ano, a média é de R$ 17,2 milhões por equipe. Os valores investidos por esse mercado variam muito, desde R$ 5 milhões pagos ao Goiás e Red Bull Bragantino, até R$ 35 milhões, pagos ao Corinthians

Governo busca regulamentar e arrecadar com o setor

Buscando regulamentar o setor que sempre operou sem regras muito claras e buscando aumentar a arrecadação, o governo publicou a Medida Provisória (MP) nº 1.182, que passou a valer a partir do dia 25 de Julho.

O principal ponto que chamou a atenção é a taxação de 18% sobre a receita das empresas com os jogos. As casas de apostas ficarão com os 82% restantes. Além da taxação das casas de apostas, haverá também uma tributação de 30% de Imposto de Renda sobre o prêmio recebido pelo apostador caso os valores ultrapassem a isenção que é de R$ 2.112,00.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a expectativa é de que o setor de apostas esportivas gere arrecadação entre R$ 6 bilhões a R$ 12 bilhões. O ministro acredita ser necessária a tributação, tendo em vista que o segmento movimenta de R$ 100 bilhões a R$ 150 bilhões por ano, só no Brasil.

Educação, segurança e esporte se beneficiam com as novas medidas

O dinheiro recolhido com a taxação de 18% das casas de apostas será destinado para educação, segurança e esporte. A arrecadação será distribuída pelo governo da seguinte maneira: 10% para a seguridade social, 3% para o Ministério do Esporte, 2,55% para o Fundo Nacional de Segurança Pública, 1,63% para clubes e atletas profissionais que tiverem seus símbolos e nomes ligados às apostas, 0,82% para a educação básica.

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