Dilma Rousseff negociou com Michel Temer acesso a dados que embasem a sua defesa no julgamento do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas de sua administração em 2015. De acordo com a Folha de S. Paulo, os dois entraram em acordo, que foi assinado no dia 23 de junho.
O protocolo assinado por Dilma autoriza que seu advogado particular, Ricardo Lodi Ribeiro, peça informações à Advocacia-Geral da União. Mas a liberação de dados ainda será controlada pelo governo de Temer, que terá a responsabilidade de dar prosseguimentos aos seus pedidos e terá o poder de recusá-los, caso não tenham relação com as contas do governo de 2015.
O acordo foi fechado entre o advogado particular de Dilma e o atual advogado-geral da União, Fábio Medina Osório. Dilma não destacou um integrante da Advocacia-Geral da União para defendê-la no TCU, por isso o acesso de sua equipe aos dados era limitado.
O protocolo acordado entre os dois ainda restringe o uso das informações repassadas a Dilma. Há cláusula de confidencialidade para delimitar o uso de dados, que devem ser usados apenas para a sua defesa. Há ainda o prazo de dois dias para acesso a informações relacionadas à AGU. Se o pedido for feito a outros órgãos federais, cada um deles fica responsável por estabelecer o prazo.
Acaba sexta-feira (13) o prazo que o TCU deu a Dilma para que ela explique por que seu governo não pagou mais de R$ 13 bilhões de dívidas com o Banco do Brasil e por que admitiu aumento de gastos quando não havia sobra de recursos. Dilma deve se posicionar sobre 23 pontos de prestação de contas; as pedaladas fiscais são um desses pontos.
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