O presidente Jair Bolsonaro se manifestou publicamente, pela primeira vez, sobre a morte do músico e segurança Evaldo Rosa dos Santos, no domingo, 7, depois de ter o carro atingido por cerca de 80 tiros de funil por militares do Exército.
O Exército não matou ninguém, não. O Exército é do povo e não pode acusar o povo de ser assassino, não. Houve um incidente, uma morte. Lamentamos a morte do cidadão trabalhador, honesto. Está sendo apurada a responsabilidade”, disse o presidente em evento para a inauguração do aeroporto de Macapá.
Bolsonaro ainda não havia se pronunciado sobre o caso
O presidente explicou que uma perícia já foi pedida para cerificar o que realmente aconteceu naquele domingo. Bolsonaro também disse que o Exército, na pessoa de seu comandante, fará um pronunciamento sobre o caso. “Nós vamos assumir a nossa responsabilidade e mostrar o que realmente aconteceu para a população brasileira”, completou.
Na terça-feira, 9, o porta-voz de Bolsonaro, Otávio Rêgo, disse que esperava que o caso fosse esclarecido “rapidamente”.
Morte do músico no Rio
Evaldo Rosa dos Santos, de 46 anos, estava no carro com a família na Estrada do Camboatá, zona norte do Rio, a caminho de um chá de bebê quando foi confundido com um assaltante pelo Exército. O carro, que Evaldo dirigia e foi alvejado com 80 tiros, estava no carro com a esposa, o filho de 7 anos e o sogro. Evaldo morreu, e o sogro foi ferido, mas se recupera bem.
A corporação determinou a prisão em flagrante de 10 dos 12 militares ouvidos, “em virtude de descumprimento de regras de engajamento”. Nove deles continuam presos.
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