Carne vencida e adulterada é vendida por grandes empresas
A Operação “Carne Fraca” cumpre, na manhã desta sexta-feira (17) 309 mandados judiciais em seis estados e no Distrito Federal. Ela apura um esquema de fiscalização irregular de frigoríficos com participação de alguns fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa).
De acordo com a investigação, alguns frigoríficos foram liberados após agentes do governo terem recebido propina para isso. Gravações telefônicas, feitas pela Polícia Federal, sugerem que vários frigoríficos do país vendiam carne vencida para o mercado interno e para exportação.
O esquema envolvia, além de servidores do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Paraná, Goiás e Minas Gerais, diretores de grandes empresas.
De acordo com a investigação, além de carne fora da validade, há casos de inserção de papelão em lotes de frango, colocação de água injetada para aumentar o peso da carne e adição de carne de cabeça de porco na linguiça.
Para maquiar o cheiro e a carne já imprópria para o consumo, algumas vezes, estariam sendo usados ácidos e outros produtos químicos, de acordo com a investigação.
A operação envolve grandes empresas, como a JBS, que detém Friboi, Seara, Swift, a BRF Brasil, que tem marcas como Sadia e Perdigão. Há também frigoríficos menores, como Mastercarnes, Souza Ramos e Peccin, do Paraná, e Larissa, que possui unidades no Paraná e em São Paulo.
#OpCarneFraca: 1100 policiais federais cumprem 309 mandados judiciais em 7 estados 🚔🚨🚓 https://t.co/9b0gWN5oZu #AquiéPF #SomosTodosPF #PF73 pic.twitter.com/ZkKbENYRQn
— Polícia Federal (@policiafederal) 17 de março de 2017
#OpCarneFraca desarticula organização criminosa liderada por fiscais agropecuários federais e empresários do agronegócio.
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#OpCarneFraca Em quase dois anos de investigação, detectamos que as Superintendências do Ministério da Pesca e Agricultura dos estados…
— Polícia Federal (@policiafederal) 17 de março de 2017
#OpCarneFraca do Paraná, Minas Gerais e Goiás atuavam diretamente para proteger grupos empresariais, contrariando o interesse público.
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#OpCarneFraca estamos cumprindo 27 ordens de prisão preventiva, 11 de prisão temporária,77 de condução coercitiva e 194 de busca e apreensão
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#OpCarneFraca 🏅Esses números fazem desta a maior operação já realizada pela PF em toda sua história. #MaiorOperacaodaHistoria #AquiéPF #PF73
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QUALIDADE É A MAIOR PRIORIDADE DA JBS E DE SUAS MARCAS. Confira mensagem da companhia: https://t.co/loiab0Bj8l pic.twitter.com/6mkdDJ1zBN
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