Assassino de Dorothy Stang revela para o Câmera Record: ‘Me senti ameaçado’
O assassino da ativista Dorothy Stang foi entrevistado pelo Câmera Record desta quinta-feira (22/03). Rayfran das Neves Sales, 41 anos, ficou conhecido em 2015 por matar a norte-americana que defendia a reforma agrária e lutava contra a violência no campo.
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Para a repórter Ana Paula Mello ele diz: “O outro lado da história ninguém quis saber, a justiça não quis saber, então abafaram tudo isso aí”, diz.
O assassino foi condenado a 25 anos de prisão por ter atirado primeiro na região abdominal de Dorothy, depois na nuca e seguiu com mais tiros nas costas.
“Tava eu e o outro menino que trabalhava comigo, a gente discutindo com ela e na hora veio ali e… aconteceu”. “Aconteceu como?”, pergunta a repórter: “Foi quando no caso ela tirou a Bíblia da bolsa e disse: ‘a minha defesa é esta’. Nessa hora eu me senti ameaçado. Então, eu atirei nela”, assume.
O amigo citado por Rayfran é Clodoaldo Batista, condenado a 17 anos de cadeia. Ambos receberiam 50 mil reais pela morte de Dorothy.
De acordo com a investigação, Almair Feijoli da Cunha intermediou o assassinato, foi condenado a 18 anos, mas já está em liberdade. Ele seria o elo entre dois pistoleiros e os dois mandantes, que, segundo a Justiça, são Vitalmiro Bastos de Moura e Regivaldo Galvão. Vitalmiro foi condenado a 29 anos. Reginaldo a 30.
Rayfran garante que ninguém mandou ele atirar em Dorothy Stang: “Não teve mandante, eu fiz tudo sozinho”.
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