Assim como a Livraria Cultura fez em outubro, a Saraiva também pediu recuperação judicial. Vale lembrar que a rede anunciou no fim de outubro que estaria fechando 20 lojas pelo Brasil.
A Saraiva protocolou, no início desta sexta-feira, 23, um pedido de recuperação judicial no Foro Central Cível de São Paulo. No documento, a rede detalhou sua atuação desde que foi fundada, em 1914, mencionou o fechamento de lojas, que acarretaram na demissão de 700 funcionários, e alegou que a “crise que assolou o país nos últimos anos, aliado à tendência mundial de queda do mercado de livrarias físicas, comprometeram” o resultado da rede no curto e no longo prazo, “bem como na sua capacidade de investimento e geração de valor, fatos estes que acabaram por levar a Saraiva à incapacidade de honrar com suas obrigações no tempo e modo acordados”.
Saraiva tem dívida de mais de meio milhão de reais
A Saraiva informou à Justiça uma dívida de R$ 674.698.227,29. Entre os maiores credores, considerando apenas as editoras, estão: Moderna (R$ 19.775.399,71), Editora Schwarcz (R$ 18.638.315,67), Saraiva Educação (R$ 18.019.617,60), GEN (R$ 15.615.151,12), Intrínseca (R$ 13.258.421,97) GMT / Sextente (R$ 9.026.372,67), Panini (R$ 8.355.502,96), Planeta (R$ 8.315.369,83), Grupo A (R$ 7.393.546,70) e Rocco (R$ 7.003.081,76).
No documento, a Saraiva alega querer “viabilizar a superação de sua crise econômico-financeira, a fim de permitir a manutenção da fonte produtora, do emprego dos trabalhadores (atualmente, são aproximadamente 3 mil empregados) e dos interesses dos mais de 1.100 credores, promovendo, assim, a preservação da empresa, sua função social e o estímulo à atividade econômica do país”.
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