Janaína Paschoal defende que Senado não se limite a analisar pedaladas

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Brasília - Os juristas Miguel Reale Jr. e Janaína Paschoal, autores do pedido de iimpeachment da presidenta Dilma Rousseff depõem na comissão especial que analisa a admissibilidade do processo (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Janaína Paschoal e Miguel Reale Jr. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff, defendeu ontem (28) que o Senado analise não se limite apenas às pedaladas de 2015 e decretos suplementares do mesmo assim, e sim toda a denúncia.



Durante a comissão especial do impeachment, a jurista afirmou que o Supremo deu ao Senado o poder de mudar o que foi decidido até agora pela Câmara, por isso o que foi limitado por Eduardo Cunha pode ser alterado.

Janaína Paschoal explicou que das 65 páginas da denúncia, 15 são de denúncias de corrupção da Operação Lava Jato, e que há um tripé entre as acusações de decretos de crédito suplementar, pedaladas fiscais e petrolão. Janaína Paschoal também ironizou o fato do governo se apegar ao ato de Cunha ter limitado a denúncia e ao mesmo tempo questioná-lo por ter aceitado a acusação.

Miguel Reale Jr., jurista também autor do pedido de impeachment de Dilma, afirmou que o processo é contra a “ditadura da propina” e vinculou a crise econômica aos decretos de crédito suplementar e às pedaladas fiscais, todos assinados pela presidente sem autorização do Congresso. Ele também rebateu o discurso do governo de que não há provas contra Dilma.

Miguel Reale Jr. aproveitou para manifestar solidariedade a todas as vítimas do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, que foi mencionado no discurso do deputado Jair Bolsonaro na votação do impeachment na Câmara e causou polêmica. Ele se solidarizou e explicou que trabalhou durante seis anos na Comissão de Mortos e Desaparecidos e viu pessoas torturadas pelo coronel.

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