Equipe de Dilma propõe que ela viaje o mundo para dizer que sofre um ‘golpe’

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Equipe de Dilma propõe que ela viaje o mundo para dizer que sofre um 'golpe'
Dilma viajaria por países com governos de esquerda

A equipe da presidente Dilma Rousseff discute com ela a possibilidade de viagens por todo o mundo para dizer que está sendo vítima de “golpe”. Suas viagens começariam logo após a votação do Senado, que deve votar pela admissibilidade do impeachment, afastando-a do cargo por até 180 dias.



Seu roteiro de viagem começaria pela América do Sul, que tem como característica os governos de centro-esquerda, como Uruguai e Chile. Em seguida ela iria para a Espanha, Itália e França visitar representantes de partidos de esquerda.

Dilma pensa eleições antecipadas

Dilma, por sua vez, já concorda com a ideia de eleições antecipadas, abrindo mão dos dois últimos anos de seu mandato. A ideia só não foi confirmada até agora porque o MST e CUT são contra a proposta, pois acreditam que ela legitimaria o impeachment.

A posição do MST e CUT também deixa Lula em dúvida, pois ele teme que a proposta de “Diretas Já” não seja popular ou não tenha apoio “das ruas”. Ou pelo menos dos movimentos sociais que apoiam governo e PT.

Jaques Wagner, ministro da Casa Civil, Ricardo Berzoini, ministro da Secretaria Geral, e José Eduardo Cardozo, da Advocacia Geral da União, são a favor da ideia e tentam convencer Dilma a mandar a proposta para o Congresso Nacional. Para Berzoini, eleições presidenciais ajudariam, pois iriam reforçar o discurso do “golpe” e ainda teria apoio de partidos de oposição, como a Rede de Marina Silva.

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