
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitiu que a ação que pede a abertura de processo de impeachment de Temer siga para julgamento no plenário da Corte.
O procedimento feito por Marco Aurélio foi o mesmo realizado com a presidente Dilma. Primeiro ele instalou uma comissão especial, responsável por fazer a análise do pedido de impeachment de Michel Temer. Agora, o ministro Ricardo Lewandowski, que é presidente do Supremo, vai marcar uma data para que o caso seja julgado.
Eduardo Cunha rejeitou abrir processo em janeiro de 2016, mas o advogado Mariel Marley Marra entrou com uma ação judicial alegando que Temer cometeu o mesmo ato de Dilma. A justificativa é que ele assinou assinar decretos que abriram créditos suplementares sem autorização do Congresso. Esses créditos eram incompatíveis com a meta de resultado primário.
O afastamento da Presidente Dilma, protocolado pelos juristas Miguel Reale Jr, Hélio Bicudo e Janaina Paschoal, também é embasado na assinatura dos decretos. Mariel Marley Marra, na época, chegou a solicitar a suspensão do processo de impeachment de Dilma para que o de Temer caminhasse junto ao ser anexado, mas Marco Aurélio negou o pedido.
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