Novo ministro da Saúde diz que tamanho do SUS precisa de revisão

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Ricardo Barros (PP-PR), novo ministro da Saúde do governo de Michel Temer, afirmou segunda-feira (16) que o país não conseguirá mais sustentar os direitos que a Constituição garante, como o acesso universal à saúde, em algum momento, e que é necessário repensá-los.

Ele comparou com o que aconteceu na Grécia, que cortou aposentadorias, e com outros países que repactuaram obrigações do Estado porque “ele não tinha mais capacidade de sustentá-las”. Ele foi relator do Orçamento de 2016 na Câmara e afirma que não há a capacidade financeira necessária para suprir todas as garantias da Constituição.

“Temos que chegar ao ponto do equilíbrio entre o que o Estado tem condições de suprir e o que o cidadão tem direito de receber”, afirmou o ministro da Saúde em entrevista à Folha de S. Paulo.

O jornal perguntou se ele tem como meta implantar o SUS em todo o Brasil, já que isso nunca aconteceu. Ele respondeu que há 300 milhões de cartões, mas muitos replicados e fraudados, e que não estou o tema, mas tem como meta ter “gestão do sistema”.

A gestão do ministério do governo Dilma afirmou que só há recursos para o programa Farmácia Popular e para o Samu até agosto. Sobre possíveis cortes, ele admitiu que o orçamento é “muito restrito”, já que o governo repassa R$ 7,2 bilhões por mês para o ministério e o dinheiro é gasto exclusivamente para esses recursos.

Ele admitiu que há limitação dos procedimentos autorizados, que ainda não dá para afirmar se haverá cortes e completou: “Meu objetivo é conseguir recursos para as obrigações contratadas. Isso pode representar, com o resto a pagar dos anos anteriores, algo na faixa de R$ 14 bilhões”.

“O que existe é a certeza de que faltam recursos, mas onde haverá o impacto dessa falta nós vamos decidir depois que a equipe econômica me afirmar que não vai ter capacidade de suprir o que estava previsto no Orçamento”, finalizou.

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