Marginal Tietê não registra mortes por atropelamento durante quatro meses




De acordo com dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), fornecidos pela Prefeitura de São Paulo, a Marginal Tietê registrou queda de 92% no número de atropelamentos fatais no primeiro semestre de 2016. O resultado foi comparado com o mesmo período de 2015.

Durante quatro meses seguidos, entre março e junho de 2016, não houve nenhum registro de morte na via. Isso é algo inédito em pelo menos dois anos, desde janeiro de 2014. Este é o dado mais antigo fornecido pela prefeitura.

Nos seis primeiros meses de 2015 houve 152 pedestres mortos nas duas vias. No mesmo período de 2016, foram 24 mortes. Em junho de 2015 o prefeito Fernando Haddad reduziu a velocidade nas duas vias para diminuir os acidentes com mortes.

Também houve queda nas mortes de pessoas dentro de veículos nas marginais, carros ou motos. A queda foi de 26% entre janeiro e junho deste ano, comparado com o mesmo período de 2015. Na Marginal Tietê, entretanto, houve leve aumento. Em 2015 foram 122 mortes de condutores ou passageiros nos seis primeiros meses. Em 2016, foram 127.

No total, a queda de acidentes com mortes de vítimas na capital paulista caiu 48%, comparando estatísticas pré e pós redução da velocidade nas marginais.

O prefeito eleito João Doria (PSDB) já havia afirmado que retomaria as velocidades antigas nas marginais logo que assumisse o cargo, em 2017. A medida provocou muitas críticas e um protesto de ciclistas em frente da sua casa, pedindo que ele “desacelere”. O bordão de sua campanha era “Acelera, São Paulo”. O protesto também foi contra sua proposta de parar de expandir as ciclovias. Com a repercussão, Doria voltou atrás e disse que vai manter a velocidade reduzida em pontos das vias com maior presença de pedestres.

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