Justiça suspende decisão de Trump sobre imigração

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A Justiça Federal dos Estados Unidos emitiu ordem de emergência na noite de sábado (28) impedindo o país de deportar estrangeiros dos países escolhidos por Donald Trump. A ordem de emergência é temporária e considera que a medida do presidente afeta direitos legais dos deportados.




Ann Donnelly, juíza distrital dos EUA, decidiu suspender após advogados da União Americana de Liberdades Civis (ACLU) apresentarem petição em nome de sete nações predominantemente muçulmanas que foram detidas nos aeroportos locais.

A nova ordem proíbe que pessoas com visto válido do Iêmen, Líbia, Irã, Iraque, Sudão, Síria e Somália sejam removidos ao chegarem aos EUA. E também beneficiou qualquer pessoa que tenha pedido de refugiado aprovado.

O decreto de Trump tem validade de 90 dias e atinge pessoas dos países de origem islâmica citados acima. Também suspende o programa do país para refugiados durante 120 dias. O Irã anunciou sábado (28) reciprocidade e afirmou que vai proibir entrada de americanos no país durante o período.

Durante o ano fiscal de 2016, entre 1 de outubro de 2015 e 30 de setembro de 2016, o país recebeu quase 85 mil refugiados. Entre eles, 10 mil eram sírios. A intenção do governo Trump é reduzir drasticamente o número. No caso dos sírios, a redução pode chegar a 50%. De acordo com a France Presse, o decreto firmado pelo presidente estabelece barreiras para a concessão dos vistos.

O habeas corpus concedido pela juíza permitiu a entrada dos dois iraquianos que foram barrados no aeroporto JFK, em Nova York. A decisão beneficia imigrantes que já chegaram ao país e os que estão em trânsito com vistos válidos.




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