Michel Temer é indiciado pela Polícia Federal por corrupção e lavagem de dinheiro

Na tarde desta terça-feira (16), o Supremo Tribunal Federal (STF) entregou o relatório final do inquérito dos Portos. Nele, o presidente Michel Temer foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.




Além de Temer, outras dez pessoas foram indiciadas. Maristela Temer, sua filha, foi indiciada por lavagem de dinheiro. A Polícia Federal pediu sequestro e bloqueio de bens de todos os suspeitos e a prisão de quatro deles.

Luís Roberto Barros, ministro do Supremo, recebeu o relatório e tem até 15 dias para fazer pronunciamento por parecer. A conclusão do inquérito foi prorrogada quatro vezes.

A investigação acredita que o presidente editou decreto de acordo com interesses do setor portuário em troca de propina. Em maio do ano passado, o presidente ampliou o prazo de contratos de concessões de empresas portuárias de 25 para 35 anos, podendo chegar a 70 anos. O Palácio do Planalto afirmou não ter tido acesso ao documento.

O inquérito dos Portos foi aberto pelo STF a pedido de Rodrigo Janot, procurador-geral da República na época. O pedido foi feito após delação de executivos do Grupo J&F. Houve delação de pagamento de propina a políticos, incluindo Michel Temer. Rodrigo Rocha Lourdes foi o principal articulador do decreto.

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