Enquanto a China já desenvolve tecnologia 6G, cidades brasileiras continuam presas à 2G

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Desde sempre, a tecnologia esteve a favor da diversão, seja com o rádio, TV ou computador. Porém, sabemos que, atualmente, a internet móvel é lei para quem busca atividades básicas como assistir, jogar ou se comunicar com os amigos.

Com isso em mente, a China anunciou no final de 2019 que iniciou um grupo de trabalho com o objetivo de desenvolver a nova tecnologia de 6ª geração (6G) e isso logo após o lançamento da rede 5G. O mais impressionante é que o Ministério da Ciência e Tecnologia da China garante que a 6G ampliará a cobertura para lugares muito altos, ainda oferecendo velocidades de transmissão de dados inacreditáveis, que chegarão a 1 terabyte por segundo.

Alcance de rede no Brasil

Enquanto isso, o Brasil sofre com a dificuldade de implantação em massa da tecnologia 4G. Apesar de se estimar que, em 2020, cerca de 4.700 municípios já estarão cobertos pela 4G, quem mora em regiões afastadas sabe que o que dizem está longe da realidade. Segundo a Anatel, a rede alcança 97% da população brasileira, porém, mesmo com esses números, a 4G não dá conta de cobrir todos os municípios de forma completa, incluindo bairros periféricos e povoados afastados. Os números revelados remetem a um acesso pontual, muitas vezes em áreas pequenas das cidades brasileiras.

Amamos a internet pela sua capacidade de nos entreter: todo smartphone atualmente conta com uma loja de aplicativos onde existem inúmeros jogos, incluindo games de ação, cartas, aventuras e até mesmo clássicos, como foi o mais recente caso da alta procura de plataformas digitais, para saber quais os melhores sites para jogar bingo online. Além disso, no mundo ideal, não precisaríamos nos estressar por conta de má conectividade, especialmente quando estamos em busca de algo que nos alegre e desestresse como é o caso dos jogos mobile.

O acesso à internet de qualidade não é importante somente para a diversão, como é o exemplo dos serviços de streaming como a Netflix, que requerem certa velocidade para funcionar. Seja para acessar apps e websites para ganhar uma renda extra ou a plataformas educativas, como o caso do portal online das universidades, muitos de nós dependemos da conexão para trabalhar e estudar. Infelizmente, essa não é a realidade para a maioria dos brasileiros, que não têm acesso a nada além da 4G (e muitas vezes até menos).

2G

Introduzida nos anos 90, a tecnologia de redes 2G foi criada para aumentar a qualidade das chamadas de voz tradicionais e também para introduzir a capacidade de transmitir dados através de redes móveis. Contudo, com a popularização dos smartphones sendo utilizados com o propósito de transmissão de dados, a 2G tornou-se obsoleta, sendo substituída pela tecnologia 3G nos anos 2000, que permitiu o que temos hoje no que tange a apps e conexão.

Segundo a Anatel, até o final de 2019 era previsto que todos os municípios brasileiros tivessem acesso à 3G. Porém, quase 20 anos depois do seu lançamento, ainda há 8 municípios sem cobertura:

  • Aporé (GO)
  • Cocalinho (MT)
  • Combinado (TO)
  • Muçum (RS)
  • Nova Ubiratã (MT)
  • Ouro Branco (RN)
  • Solidão (PE)
  • Tabaí (RS)

Há esperanças!

Ainda há um longo caminho pela frente para que as cidades mencionadas cheguem até a 5G, já lançada comercialmente no território Chinês. Porém, de acordo com uma pesquisa da empresa Open Signal, a situação da 4G no Brasil já vem melhorando significativamente. Segundo a empresa de monitoramento de qualidade de conexões, os smartphones vêm passando 79,3% do tempo conectados a redes móveis 4G em 2020, o que foi um aumento de 7,4% se comparado ao ano passado.

Por isso, enquanto a 5G não fica acessível em nosso país, esperamos que cidades presas nos anos 90 recebam uma melhoria de conectividade, e que ela possa ser suficiente para quem busca entretenimento, trabalho e educação móvel.

 

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