‘Fiz tudo que eu podia’, diz Sari Corte Real sobre Caso Miguel

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Sari Mariana Gaspar Corte Real deu entrevista que foi ao ar no Fantástico deste domingo (05). Ela foi indiciada por crime de abandono de incapaz que resultou em morte ao deixar o menino Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos, sozinho no elevador.




Sari é ex-patroa da mãe do menino, que caiu do 9º andar de prédio de luxo em Recife, Pernambuco. Caso seja condenada, Sari pode ficar de quatro a 12 anos na prisão.

Ao ser perguntada sobre arrependimento ou culpa pela morte da criança, ela respondeu: “Eu sinto que eu fiz tudo que eu podia e, se eu pudesse voltar no tempo, eu voltava. Se eu soubesse que tudo isso ia acontecer, eu voltava e ainda tentava fazer mais do que eu fiz naquela hora”.




Sobre não ter olhado o painel do elevador, para verificar para onde o menino Miguel estava indo, Sari alegou que estava preocupada com sua filha. “O delegado coloca no relatório que você não olhou no painel para saber o que aconteceu com o elevador: se ele subiu, se ele desceu. Você não se preocupou com o que ia acontecer depois?”, perguntou a repórter Beatriz Castro. “Eu estava tentado acalmar a minha filha, que também estava desesperada com a situação. Eu me via ali, naquela situação, com toda aquela movimentação: minha filha, ele. Eu me senti ali naquela situação, sem conseguir falar com Mirtes, minha filha. Foi tudo muito rápido. Foi tudo muito rápido”, respondeu ela.

Miguel caiu do 9º andar de prédio de luxo em Recife após ficar sob cuidados de Sari enquanto sua mãe, a empregada doméstica Mirtes Renata Santana de Souza, sair para passear com o cachorro da família dos patrões. O menino estava com a mãe durante o trabalho, pois a creche em que normalmente fica está com atividades suspensas por causa da pandemia do novo coronavírus. Saiba mais sobre o caso.

“Ela não tem arrependimento nenhum. A cara dela mostra que ela não tem arrependimento nenhum pelo que ela fez com o meu filho. Se fosse eu que tivesse feito algo para os filhos dela, eu sairia dessa delegacia dentro de uma viatura da polícia, dentro de um camburão, ia direto para o presídio”, acusou Mirtes, mãe do menino Miguel.




Sari alega que “não cabe à mãe de Miguel julgar” o que aconteceu. “Eu acho que está na mão da Justiça, não cabe a mim, não cabe à mãe de Miguel julgar, não cabe à sociedade. Cabe à Justiça. Eu vou aguardar o que a Justiça decidir”, disse ela.

Sari Corte Real é casada com Sérgio Hacker Corte Real, prefeito de Tamandaré, em Pernambuco. O caso fez uma irregularidade vir à público. Mirtes e sua mãe, Marta, trabalhavam como empregadas domésticas para a família do prefeito. Entretanto, elas eram pagas pela prefeitura de Tamandaré. Por isso, o Tribunal de Justiça de Pernambuco determinou bloqueio parcial dos bens do prefeito.

O Ministério Público entrou com ação para que Sérgio Hacker Corte Real responda por improbidade administrativa. O prefeito afirma que irá recorrer e que a medida é desnecessária.




O caso gerou revolta nas redes sociais. A hashtag #JustiçaPorMiguel apareceu entre os assuntos mais comentados após a entrevista ir ao ar.







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