Netflix corta cenas de abuso sexual com Klara Castanho em série

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A segunda temporada de “Bom Dia, Verônica”, da Netflix, ainda não tem data de estreia definida. Na série, a personagem de Klara Castanho será estuprada pelo pai, interpretado por Reynaldo Gianecchini. A série foi gravada no início de setembro de 2021, antes da atriz ter sido vítima do crime que veio a público no último fim de semana.




Matias, personagem de Gianecchini, é um líder religioso casado e pai da jovem de 18 anos, interpretada por Klara. O personagem abusa da esposa, Gisele (Camila Márdila), e da filha sem levantar suspeitas. Ele é visto como um herói por seus fiéis.

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Klara Castanho não gravou cenas explícitas de estupro; as cenas são sugeridas. De acordo com o Notícias da TV, do UOL, a Netflix estava oferecendo apoio para Klara antes da publicação da carta aberta e terá cuidado na edição das cenas com a atriz e divulgação da série.

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Klara Castanho divulga carta aberta

No último sábado (25), a atriz Klara Castanho publicou carta aberta nas redes sociais onde explicou que teve gravidez fruto de estupro. A gravidez foi descoberta apenas no final da gestação e ela optou por dar o bebê à adoção.

O relato da atriz foi dado após seu nome viralizar nas redes sociais por boatos de que ela teria entregado bebê diretamente para adoção. “Este é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo. Sempre mantive a minha vida afetiva privada, assim, expô-la dessa maneira é algo que me apavora e remexe dores profundas e recentes. No entanto, não posso silenciar ao ver pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma que sofri. Fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte, porque algo morreu dentro de mim”, iniciou.




Klara Castanho também relatou a conduta da equipe médica que acompanhou o caso. “Naquele momento do exame, me senti novamente violada, novamente culpada. Em uma consulta médica contei ter sido estuprada, expliquei tudo o que aconteceu. O médico não teve nenhuma empatia por mim. Eu não era uma mulher que estava grávida por vontade e desejo, eu tinha sofrido uma violência. E mesmo assim esse profissional me obrigou a ouvir o coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-lo. Essa foi mais uma da série de violências que aconteceram comigo”, disse.

“No dia em que a criança nasceu, eu, ainda anestesiada do pós-parto, fui abordada por uma enfermeira que estava na sala de cirurgia. Ela fez perguntas e ameaçou: ‘Imagina se tal colunista descobre essa história’. Eu estava dentro de um hospital, um lugar que era para supostamente me acolher e proteger. Quando cheguei no quarto já havia mensagens do colunista, com todas as informações”, continuou.

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