Para fortalecer o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGD) no enfrentamento ao suicídio e à automutilação no Brasil, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) lançou o curso “Automutilação e Suicídio: um Olhar Cuidadoso de Direitos Humanos sobre a Saúde Mental no Enfrentamento às Consequências da 4ª Onda da Pandemia”.
Ofertado na modalidade à distância, o curso é administrado gratuitamente pela Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA/MMFDH), com carga horária total de 45h.
Público-alvo:
- Professores, conselheiros tutelares, conselheiros de direito, servidores do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, assistentes sociais, psicólogos, agentes de segurança pública, agentes de saúde que compõem o SGD por todo o país e demais interessados no tema.
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Como se inscrever no curso sobre enfrentamento ao suicídio
Para se inscrever, basta acessar a página da Escola Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente.
As aulas ficarão disponíveis no site no período de 04/10 a 31/12.
Dados
Segundo o Boletim Epidemiológico 33, da Secretaria de Vigilância em Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde (MS), o Brasil registrou 112.230 mortes por suicídio, entre os anos de 2010 e 2019. Ocorreu um aumento de 81% nas taxas de mortalidade de adolescentes no período, passando de 606 óbitos e taxa de 3,5 mortes por 100 mil habitantes, para 1.022 óbitos e taxa de 6,4 suicídios para cada 100 mil adolescentes.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são mais de 700 mil mortes por ano devido ao suicídio (1 a cada 100 mortes registradas). Apesar de as taxas mundiais de suicídio estarem diminuindo, os números estão crescendo na região das Américas.
De 2000 a 2019, houve uma queda de 36% na taxa global, enquanto nas Américas, no mesmo período, as taxas aumentaram 17%. O suicídio aparece como a 4ª causa de morte mais recorrente, entre pessoas de 15 a 29 anos, atrás de acidentes no trânsito, tuberculose e violência interpessoal.
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